Conheça “A Garota da Agulha”, concorrente de “Ainda Estou Aqui” no Oscar
Longa dinamarquês, que disputa Melhor Filme Internacional, é um drama que se passa no pós-Primeira Guerra Mundial

O drama “A Garota da Agulha” concorre a uma estatueta no Oscar 2025. O filme rivaliza com o brasileiro “Ainda Estou Aqui” na categoria Melhor Filme Internacional. O longa dinamarquês, dirigido por Magnus von Horn, conta a história da jovem Karoline, uma trabalhadora de Copenhague, no período do pós-Primeira Guerra Mundial.
Por desconhecer o paradeiro do marido que partiu para a guerra, Karoline se envolve com o dono da fábrica onde trabalha e logo descobre uma gravidez.
Um dos pontos principais da história se dá quando Karoline conhece Dagmar, uma mulher mais velha que dirige uma agência de adoção clandestina. Uma forte conexão surge, mas seu mundo se desintegra quando ela é confrontada por revelações cruéis.
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O roteiro é baseado na história de uma serial killer bastante conhecida na Dinamarca. Entre 1915 e 1920, Dagmar Overbye se oferecia para cuidar de bebês indesejados. Mediante uma taxa, ela dizia às mães que as crianças seriam encaminhadas para novos lares. Em vez disso, Dagmar ela as assassinava. Overbye foi capturada e sentenciada à morte em 1921.
História e referências
A reconstituição histórica mostra com detalhes a rotina dos trabalhadores das fábricas no início da industrialização na Europa. Época em que os direitos trabalhistas sequer existiam e a vida dos trabalhadores se resumia às condições insalubres impostas pela vida nas cidades.
O preto e branco da película empresta nostalgia às imagens e faz referência aos primeiros filmes da história do cinema, que registravam o modo de vida nas metrópoles. Logo na primeira cena, o diretor faz uma citação visual de um dos curta-metragens exibidos durante a primeira apresentação pública do cinematógrafo em 1895.
Trata-se do filme “La sortie de l’usine Lumière à Lyon” (A saída da fábrica Lumière em Lyon) que capturou o momento do fim de expediente na fábrica de negativos fotográficos da família Lumière, inventores da nova técnica.
Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.



