Com cardiopatia rara, filha de Juliano Cazarré tem novo diagnóstico: 'Infecção pesada'
Ator pediu orações por Maria Guilhermina, de 4 anos, que segue internada em um hospital

Maria Guilhermina, filha de Juliano Cazarré e Letícia, está com uma "infecção pesada", explicou o ator. A criança, de 4 anos, nasceu com Anomalia de Ebstein e enfrentou diversas hospitalizações, além de cirurgias difíceis, ao longo da vida. Ela foi internada no último domingo (30) e teve seu novo diagnóstico revelado ontem (31).
Conforme Cazarré, Guilhermina deu entrada no hospital com uma gastroenterite, mesma doença que sua esposa teve, o que a faz acreditar que ela foi quem contaminou a criança. Devido à baixa imunidade, o caso da pequena se agravou, fazendo com que o quadro evoluísse para pneumonia e uma "infecção pesada".
"Eu fiquei com ela no hospital agora no começo da noite. Ela passou por um acesso profundo pela jugular, porque o acesso não estava dando conta de tudo o que ela precisa, os medicamentos, o soro, enfim. Ela já tem as veias bem complicadas de conseguir o acesso porque já foi muito furada ao longo da vidinha dela, mas ela estava estável de tarde, ela assistiu a desenho lá", disse Cazarré sobre o estado de saúde da filha.
Logo depois, o ator pediu orações pela filha. "Quem puder rezar pela Guilhermina, eu agradeço qualquer prece, qualquer oração que você queira fazer, com certeza vai ajudá-la e ajuda também a gente aqui a passar por esse momento".
Além de Maria Guilhermina, Juliano e Leticia são pais de Vicente, de 15 anos; Inácio, de 12; Gaspar, de 6; Maria Madalena, de 3; e Estêvão, de 1.
Cazarré reflete sobre o sofrimento da filha
Na sequência, Cazarré refletiu sobre o sofrimento de um inocente e mencionou o que acredita. "Deus não pede aquilo que a gente quer dar, ele pede outra coisa. E se Deus é sempre tão contraintuitivo no que ele nos pede, ele também é contraintuitivo no que ele permite. A gente espera, por exemplo, que o mundo funcione como uma equação muito simples. Quem é bom recebe o bem e quem é mau recebe o mal. Só que essa lógica fracassa diante do sofrimento e, principalmente, diante do sofrimento de um inocente", iniciou.
"Aceitar o sofrimento por amor, como Cristo aceitou, é um mistério muito difícil de aceitar, né? Há algo muito difícil de a gente compreender o nosso sofrimento, porque a nossa carne, o nosso corpo, a nossa alma, o nosso espírito não querem sofrer. A gente quer sempre evitar a dor e buscar o prazer o tempo todo. Mas a verdade é que o sofrimento é uma realidade do mundo", acrescentou.
"A Guilhermina sofre desde que nasceu, há 4 anos... embora sempre com um sorriso no rosto, está sempre feliz. É por isso que o sofrimento do inocente é uma pedra de escândalo, é uma pedra de tropeço, uma armadilha, porque faz com que a gente queira insistir dentro de nós dizendo: 'Mas quem não merece o mal, não vai receber o mal'. É, quem é inocente, quem é bom, não pode sofrer. Mas a verdade é que a gente olha para o mundo e vê que há sofrimento, a gente acabou de ver um desastre gigantesco no Nepal, a gente vê crianças sofrendo tremendamente... coisas indizíveis", seguiu refletindo Cazarré.
Em seguida, o ator destacou todos os sofrimentos enfrentados pela filha. "Sofre com infecções, sofre com muitas intervenções no seu corpinho, sofre até hoje com uma traqueostomia, com uma sondinha na barriga. Uma criança que precisa passar pelo desconforto da aspiração várias vezes por dia para tirar a secreção dela, porque não consegue engolir. Uma criança que passa por várias sessões de fisioterapia ao longo de cada dia dela. Uma criança que vive presa numa cama, embora ela passeie pela casa e tal, vá para o jardim, tome um sol e tal, mas ela não pode falar, a gente não escuta a voz dela nem quando ela chora. Então, ela tem uma rotina difícil que a afasta da rotina da família. Isso é uma coisa muito dolorosa porque eu vivo muito a rotina da família, não tenho preguiça de fazer café da manhã, botar para dormir, contar história", comentou o ator.
Por fim, Cazarré declarou: "Ainda que eu e a Letícia e nenhum de nós consigamos ver agora esse bem, a gente só vê a cruz. Mas a gente precisa segurar a cruz, porque a cruz é o lugar da maior vitória de Cristo. Ali na derrota da cruz foi onde Cristo venceu, humilhou o demônio com a sua humildade, a humildade com que Cristo aceitou a cruz, o amor com que ele aceitou o sofrimento foi o que fez ele vencer o demônio, vencer a morte, vencer o pecado."
"Então, por favor, me ajudem com as suas orações. A trazer a Guilhermina de volta para casa o mais rápido possível, com saúde, para que o sofrimento dela, da Letícia – é sempre muito difícil para as mães verem os filhos sofrendo – para que nesse sofrimento, nessa cruz, Deus seja glorificado", encerrou.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



