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Cinebiografia de Michael Jackson atinge marca histórica nas bilheterias mundiais

Cinebiografia que retrata a vida e estrelato do 'Rei do Pop' chegou aos cinemas em abril de 2026

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Pôster da cinebiografia "Michael" • Divulgação | Lionsgate

A cinebiografia Michael, inspirada na vida de Michael Jackson, alcançou um novo recorde nas bilheterias mundiais. Dirigido por Antoine Fuqua, o longa chegou ao US$ 1,001 bilhão arrecadado em bilheteria global. O feito faz da produção o segundo filme de 2026 a superar a marca de um bilhão de dólares. O primeiro foi "The Super Mario Galaxy Movie", que chegou a US$ 1,009 bilhão.

De acordo com o Box Office Mojo, plataforma do IMDb que monitora bilheterias, a produção soma US$ 1.001.690.578 em receita nos cinemas. Desse total, US$ 371,8 milhões vieram da audiência dos Estados Unidos, o equivalente a 37,1% da arrecadação. Os outros US$ 629,8 milhões, ou 62,9%, foram registrados no mercado internacional.

O resultado também marca um recorde para a produtora e distribuidora Lionsgate. É a primeira vez que um filme do estúdio ultrapassa a casa do bilhão de dólares.

Produção cara e roteiro alterado

O filme sobre Michael Jackson teve orçamento entre US$ 155 milhões e US$ 200 milhões. Parte desse valor, cerca de US$ 15 milhões, veio de refilmagens de última hora. Algumas cenas foram refeitas para ajustar o roteiro, em uma decisão estratégica da produção.

Segundo apuração da revista Variety, a primeira versão do roteiro tinha um tom bem diferente do que chegou aos cinemas. O texto original acompanhava a trajetória de ascensão de Michael Jackson, mas reservava o terceiro ato para os escândalos que abalaram a reta final da carreira do artista.

A cena de abertura previa um Michael diante do espelho, com luzes de viaturas policiais piscando ao fundo. A ambientação remetia a 1993, ano em que o cantor enfrentou as primeiras acusações de abuso sexual infantil.

O plano inicial mudou depois de uma descoberta dos advogados do espólio de Michael Jackson. Eles identificaram uma cláusula em um acordo judicial fechado com Jordan Chandler, um dos acusadores do artista. O documento proíbe qualquer menção direta a Chandler em produções cinematográficas. Diante do impedimento legal, a produção teve que reescrever o desfecho do longa.

O terceiro ato foi reformulado por completo. Em vez de fechar a narrativa em meio às controvérsias, o filme passou a terminar em um momento de celebração da carreira do cantor.

Com esse custo, "Michael" se tornou a cinebiografia mais cara já produzida em Hollywood.

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Enredo

O longa acompanha a trajetória de Michael Jackson, interpretado por Jaafar Jackson, filho de Jermaine Jackson e sobrinho do "Rei do Pop", desde os primeiros passos na música quando, ainda na infância, integrou o grupo Jackson 5. Sob forte disciplina familiar e intensa rotina de apresentações, Michael não demorou para se destacar pelo talento vocal, presença de palco, e carisma, que o fizeram conquistar o público ainda muito jovem.

A narrativa do filme avança para a transição à carreira solo, quando Michael consolidou uma nova identidade artística e passou a explorar outros estilos musicais. Este momento é marcado pela era 'Off the Wall', iniciada em 1979. Ele passou a explorar uma sonoridade mais madura, com influências de pop, disco e R&B.

Essa evolução atingiu o auge com 'Thriller', de 1982, que elevou o estrelato global do artista que revolucionou a indústria musical com videoclipes icônicos, coreografias marcantes e recordes históricos de vendas.

A produção termina na era 'Bad', do disco lançado em 1987. O projeto reforçou Michael Jackson como a maior estrela pop do mundo, com hits como 'Bad', 'Billie Jean' e 'Smooth Criminal'.

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Ana Luiza Pereira é jornalista formada pela PUC Minas. Repórter multimídia na Itatiaia, possui experiência em rádio, televisão, portal e redes sociais. Atua na produção de conteúdo para as plataformas digitais e colabora com as editorias de Entretenimento e Esporte. Acumula passagens anteriores pela TV Horizonte, Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão.