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Caio Afiune, ex-BBB 21, desmente alergia causada por uso de produtos Ypê

Nos últimos dias, o ex-participante contou que precisou procurar atendimento médico após uma crise alérgica grave

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Caio Afiune explicou que alergia não tem relação com uso de produtos Ypê • Reprodução | Redes Sociais

O ex-participante do Big Brother Brasil 21 Caio Afiune atualizou seu estado de saúde após relatar uma forte crise alérgica nos últimos dias. Neste sábado (9), ele esclareceu que a reação não tem qualquer relação com produtos da marca Ypê, que foi alvo de interdição por suspeita de contaminação.

“Hoje estou um pouquinho inchado e vermelho. O braço também está um pouco assim, não sei se vocês conseguem ver. Durante a noite, a alergia voltou um pouco, como tem acontecido nos últimos dias, mas a medicação controla. Quando começo a me movimentar e andar, tudo volta ao normal”, explicou o ex-BBB.

Caio contou ainda que recebeu comentários nas redes sociais associando sua alergia ao uso de produtos da Ypê. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou risco de contaminação em itens da marca.

“Vi muita gente comentando que tomei banho com detergente da Ypê ou usei algum produto deles e que isso teria causado a alergia. Quero deixar claro que sempre usei produtos da marca em casa e nunca tive qualquer problema. Essa alergia não tem nenhuma relação com isso”, afirmou.

Por fim, Caio disse que decidiu se pronunciar publicamente justamente para evitar desinformação e reforçar que não há ligação entre sua reação alérgica e os produtos investigados.

Na última semana, o ex-BBB revelou que sofreu uma reação alérgica intensa, que evoluiu rapidamente. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele mostrou manchas vermelhas pelo corpo e dificuldade para respirar. Depois, compartilhou registros no hospital e informou que já estava recebendo medicação.

Veja tudo que se sabe sobre o caso Ypê

  • A decisão da Anvisa foi tomada após avaliação técnica conduzida em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após inspeção realizada com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo) na semana passada.
  • O ato de fiscalização detectou descumprimentos “relevantes em etapas críticas” do processo produtivo da marca. Nesse meio, foi detectado um risco de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, conhecida por sua resistência a diversos antibióticos e possibilidade de infecções graves em pessoas imunocomprometidas.
  • A decisão coloca sobre aviso todos os lotes com numeração final 1. Para identificar os produtos, basta procurar a data de fabricação e validade. O lote é o número que aparece ao lado da letra “L”.
  • Segundo a Anvisa, os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com a presença indesejada de microrganismos patogênicos.
  • Em nota, a Ypê afirmou que o recurso permite apresentar esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos relacionados à decisão da Anvisa. A marca também destacou que, apesar do efeito suspensivo, reforça que a segurança dos consumidores é prioridade, reafirmando seu compromisso com a qualidade, a segurança e a transparência.
  • Ainda não se sabe quais irregularidades específicas foram encontradas na linha de fabricação da Ypê, bem como não há informações da extensão do risco aos consumidores ou se haverá novas sanções contra a empresa.
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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.