Festival de Parintins 2026: Caprichoso é o grande vencedor da edição
Disputa contou com apresentações grandiosas do Caprichoso e do Garantido, e a cunhã-poranga Isabelle Nogueira anunciou sua saída do cargo

O Boi Caprichoso foi o grande vencedor do Festival de Parintins 2026, em Parintins, no Amazonas. O resultado da disputa foi anunciado na tarde desta segunda-feira (29), após a apuração das notas referentes às três noites de apresentações no Bumbódromo. Neste ano, o Boi Garantido apresentou o tema "Parintins: Portal do Encantamento", com os subtemas "Portal do Encantamento", "Portal da Diversidade" e "Terra Encantada" em cada noite de festival.
Já o Boi Caprichoso abordou o tema "Brinquedo que Canta Seu Chão" e, para cada noite, os subtemas "O Brinquedo do Povo Canta: Parintins - O Chão de Origem", "O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia, o Chão da Vida" e "O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil - Chão de Bravos".
Entre as integrantes das duas associações que disputaram a vitória estavam as cunhãs-porangas Marciele Albuquerque, de 32 anos, do Boi Caprichoso, e Isabelle Nogueira, de 33 anos, do Boi Garantido. Ambas ex-participantes do BBB, da TV Globo, as dançarinas abordaram temas importantes de preservação da Amazônia, força da natureza e poder feminino.
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O festival
Na arena, os bois Caprichoso e Garantido fizeram suas primeiras apresentações na sexta-feira (26). Um dos grandes destaques da noite foi uma impressionante entrada aérea do Caprichoso, seguida por tributos aos brincadores de boi e à força cultural do boi azul. Na arena, o público ovacionou as evoluções da sinhazinha da fazenda Valentina Cid, da rainha do folclore Cleise Simas e da cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que surgiu da imponente alegoria "Cobra Grande - A Deusa da Encantaria".
Já o boi vermelho e branco contou com a estreia da sinhazinha Raíra Lins, a performance da rainha do folclore Lívia Cristina e a evolução da cunhã-poranga Isabelle Nogueira, que surgiu da alegoria "Parintintin: O Povo que Veio do Céu". As mulheres amazônicas também foram celebradas na alegoria "Mães da Floresta", que reafirmou a potência das benzedeiras, parteiras, artesãs e guardiãs dos saberes tradicionais.
Na arena, o boi Caprichoso apresentou o subtema "O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia - O Chão da Vida", reforçando a floresta como um território sagrado, protegido por guardiões e saberes tradicionais. O boi azul e branco iniciou sua apresentação com a lenda "Curupira - O Guardião da Vida", um dos personagens mais populares do imaginário amazônico, mostrando-o como protetor da mata e dos animais.
Em vermelho e branco, o Garantido começou sua apresentação com a escultura "Parintins, Portal da Diversidade", retratando a ilha como um grande território baseado em pluralidade e harmonia. Foi a partir desse portal que o boi garantiu sua evolução com a toada "Segunda Evolução". A terceira e última noite do 59º Festival de Parintins encerrou a disputa entre Caprichoso e Garantido com apresentações marcadas por homenagens, ancestralidade, rituais indígenas, lendas amazônicas e momentos de forte emoção.
O Caprichoso abriu a última noite com o espetáculo "Norte Brasil – Chão de Bravos", reafirmando o boi-bumbá como símbolo da resistência cultural e da identidade amazônica. A apresentação destacou a memória, o pertencimento e a preservação das tradições dos povos da Região Norte, encerrando a narrativa construída pelo boi azul ao longo das três noites de festival.
Fechando o festival, o Garantido apresentou o espetáculo "Parintins, Terra Encantada", transformando a arena em uma celebração da cultura, da fé, das lendas e das encantarias da ilha. A apresentação destacou os saberes ancestrais e a diversidade dos povos indígenas que ajudaram a construir a identidade cultural amazônica. Na noite, a cunhã-poranga Isabelle Nogueira anunciou que está encerrando a sua temporada no cargo, que ocupa desde 2014.
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