"É muito difícil você chegar a este diagnóstico da fibromialgia porque não existe um exame específico, é por exclusão. Então eu fui fazendo vários exames, várias investigações de saúde, porque já sentia algumas dores... Muita dor de cabeça”, comentou ela durante o “Encontro”, da TV Globo.
“Inclusive, quando me chamaram para fazer a Clarice [personagem da novela Garota do Momento] foi muito engraçado porque eu tenho vivência em duas situações aí: eu já perdi a memória momentaneamente quando sofri um acidente de bicicleta aos 16 anos e sei muito bem o que é ter dor de cabeça, enxaqueca, tontura e etc. Então lido com isso há muitos anos”, acrescentou.
Logo depois, Carol explicou que costumava confundir os sintomas, que são semelhantes aos sentidos durante uma crise de sinusite. “Antigamente, eu achava que era sinusite porque em mim é muito forte na cabeça, no pescoço e tenho uma Disfunção Temporomandibular (DTM). Aí eu já estava usando placa e etc, enfim, tive a lesão no joelho, meu pai faleceu meses depois, eu estava filmando e vou falar o quanto é importante o trabalho nessas horas. Salva em alguns casos, porque tem pessoas que nem conseguem levantar da cama.”
Doença não tem exame específico
A atriz passou por exames específicos para diagnóstico de doenças autoimunes, visto que não existem testes voltados para fibromialgia. “Comecei a perceber que estava ficando com umas manchas na pele, principalmente na perna. Aí fui a um angiologista, já fazendo vários exames de sangue, e ele falou: ‘você está com estresse oxidativo’. E eu falei: ‘o que é isso?’. Que tem muito a ver com isso, estresse, preocupação, falta de sono e tem livedo reticular, que não tem uma ligação com a fibromialgia especificamente.”
Aconselhada pelo especialista, Carol procurou uma reumatologista, que avaliou todos os exames de sangue realizados por ela durante um ano, realizando exclusões até o diagnóstico preciso.
“Aí vai para o exame do toque: o famoso dói aqui. Tudo doía. E é uma síndrome de dor crônica que é totalmente ligada ao sistema nervoso. Então é como se o cérebro estivesse o tempo todo em alerta”, destacou.
Segundo ela, em momentos de muita tensão ou estresse, a crise piora. “O corpo trava, no meu caso, as articulações doem, o meu rosto... e eu achava que era normal. Isso que é o mais curioso. É uma doença silenciosa e que não é vista, é invisível e tem muito o julgamento das pessoas.”
Tratamento
Carol destacou que toma medicação para a doença, que causa sono, mas que considera o trabalho e a atividade física os “melhores remédios”.
“Parece contraditório, mas é melhor do que remédio, até porque o remédio para fibromialgia dá sono. Eu também tenho ansiedade, que normalmente é ligada à doença, ou depressão e etc. Então o trabalho é um remédio e o aeróbico é muito mais potente do que qualquer medicação”, afirmou.
“Só que é contraditório porque você não tem o sono reparador, não dorme bem à noite. Eu tenho um exame marcado de polissonografia para descobrir também se tenho alguma apneia para melhorar porque é isso, você acorda cansada, está sem energia. Muitas vezes também, quando faço uma cena muito difícil à noite, faço compressa quente para relaxar e, no meu caso, o trabalho sempre me curou”, concluiu a atriz.