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O que muda nas empresas brasileiras com a NR-1? Veja impactos na prática

Atualização da norma exige gestão contínua dos empregadores em fatores como sobrecarga, assédio e pressão emocional

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Ilustração: chefe e empregado
Ilustração: chefe e empregado • Mohamed Hassan/Pixabay

A atualização da Norma Regulamentadora nº1 (NR-1), que entra em vigor nesta terça-feira (26) em todo o país, passa a colocar os riscos psicossociais na mira da fiscalização por parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com as mudanças, fatores ligados à saúde mental e à organização do trabalho passam a integrar oficialmente o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exigindo das organizações uma atuação mais estruturada, preventiva e contínua.

Na prática, empresas de todos os setores precisam avaliar questões como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédios, pressão excessiva, conflitos, falta de autonomia, erros de gestão e outros fatores capazes de impactar diretamente a saúde emocional dos trabalhadores e o desempenho das equipes.

Entenda o impacto direto da nova NR-1 nas empresas

O tema saúde mental agora possui um peso grande no espaço corporativo do Brasil. Segundo o Manual de Interpretação e Aplicação do capítulo 1.5 da NR-1, a gestão dos riscos psicossociais não deverá se limitar apenas à distribuição de documentos sobre o assunto ou ações isoladas.

A nova norma estabelece que as empresas devem desenvolver um processo fixo de identificação e avaliação de riscos, implementar medidas preventivas e monitorar, continuamente, os espaços de trabalho. O MTE também reforça que cada corporação deve definir profissionais ou equipes com conhecimento técnico compatível com o tema para esse trabalho.

Além disso, com a nova NR-1, os cuidados com a saúde mental dos empregados deixam de ser responsabilidade apenas do RH ou um assunto de saúde clínica. Isso significa que líderes de cada empresa, sua cultura organizacional, setores de segurança e ergonomia e até a comunicação interna devem se preocupar com o bem-estar dos trabalhadores.

Na visão de especialistas, as empresas deverão tratar os riscos psicossociais como um problema real e importante. Ações como capacitação de gestores, fortalecimento da comunicação interna, participação ativa dos trabalhadores e construção de ambientes mais saudáveis e sustentáveis são algumas atitudes que podem ser tomadas.

A discussão ganha ainda mais relevância em setores de alta pressão operacional, como saúde, agronegócio, indústria e prestação de serviços, em que o aumento das demandas, a busca por produtividade e o desgaste emocional têm impactado diretamente a saúde dos profissionais.

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Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado pelo bom futebol, por jogadas ensaiadas e grande defensor do "feijão com arroz".