MEC lança Escola Nacional de Hip-Hop com investimento de R$ 50 milhões
Projeto usa a cultura hip hop para promover ensino sobre cultura afro-brasileira, africana e indígena

O governo federal anunciou a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E) em evento realizado nesta terça-feira (31). O programa usa a cultura hip hop para promover inovação curricular e fortalecer a implementação da Lei nº 11.645, que tornou obrigatório o ensino de história e © Paulo Pinto/Agência Brasil
na educação básica, no ensino fundamental e médio.
A adesão das escolas é voluntária e acontece por meio da assinatura de termo de adesão ao Programa Escola Nacional de Hip Hop H2E. O investimento para 2026 e 2027 é de R$ 50 milhões.
O programa prevê formação para gestores, professores e estudantes, além de ciclo de palestras e oficinas. A iniciativa conta com materiais de apoio organizados em seis grandes pontos, segundo o Ministério da Educação:
- Produção do Guia "Pedagogia das Ruas" para gestores e professores: elaboração e publicação de roteiros pedagógicos e referenciais de implementação da Pedagogia do hip hop;
- Produção e Distribuição de Catálogo “Na Quebrada”, de obras artísticas e produção acadêmica: catálogo com sugestão de produção cultural, acadêmica, pedagógica sobre o hip hop e Educação, de modo a subsidiar as redes de ensino;
- Dicionário Pedagogia das Ruas – O hip hop e suas vozes: material de referência acessível que explique os principais termos, conceitos e expressões do universo do hip hop, conectando-os à sua história e contexto social. Esse material visa promover letramento cultural e valorizar a diversidade linguística.
- Produção Mensal de PodCast "Rua Real Grandeza" sobre o Hip Hop e Educação: em parceria com a Casa GOG – Uma casa de Ideias com curadoria do MEC e MinC;
- Produção do Programa, via EBC, “H2E nas Ondas do Conhecimento”: Produção da 1ª Temporada do Programa com 6 episódios
- Criação de aplicativo para difusão de conteúdo e curadoria.
Ampliação dos cursinhos populares
A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) foi ampliada após decreto publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial da União. O número de projetos apoiados aumentará de 384 para 1,2 mil.
O programa oferece suporte técnico e financeiro para projetos de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os CPOPs são voltados principalmente para estudantes de baixa renda e são gratuitos.
O investimento financeiro também aumentará. O programa, que recebia R$ 74,4 milhões, em 2025, vai passar a receber R$ 290 milhões, em 2026.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



