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Dia Mundial de Combate ao Bullying: MEC lança glossário sobre violência nas escolas

Material define termos como racismo, gordofobia, xenofobia e capacitismo; segundo o IBGE, quatro em cada dez jovens brasileiros de 13 a 17 anos já sofreram bullying na escola

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Aluno vítima de bullying sentado no chão triste
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O Dia Mundial de Combate ao Bullying é comemorado nesta terça-feira (20). Aproveitando a data, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Glossário Educativo com Conceitos sobre Violências nas Escolas.

O material fornece orientação sobre o que as escolas devem fazer em casos de violência. O glossário também explica termos como capacitismo, discurso de ódio, etarismo, etnocentrismo, extremismo, gordofobia, LGBTfobia, machismo, elitismo, racismo, racismo religioso e xenofobia.

Em cada um dos termos, aparecem os tópicos “como aparece na escola?”, “por que é importante saber?” e “como agir”. O material também oferece exemplos de situações do contexto escolar.

De acordo com o MEC, em casos de bullying e cyberbullying é preciso atenção aos sinais de sofrimento, como isolamento, tristeza, queda no rendimento ou mudanças de comportamento.

O material recomenda acolher os envolvidos com empatia e intervir imediatamente para interromper a agressão. O caso deve ser registrado formalmente e a equipe gestora e as famílias devem ser informadas sobre o ocorrido.

Em casos de maior gravidade ou de risco iminente, devem ser acionados os protocolos e os serviços competentes. Quando necessário, devem ser acionados os demais órgãos de proteção do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) e demais canais.

Quatro em cada 10 jovens já sofreram bullying em escolas do Brasil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em março deste ano, quatro em cada dez jovens brasileiros de 13 a 17 anos já sofreram bullying na escola. Além disso, 27,2% dos alunos nessa faixa etária já sofreram alguma forma de humilhação duas ou mais vezes no ambiente escolar.

A maioria das vítimas é do sexo feminino: 43,3% das meninas já sofreram bullying, contra 37,3% dos meninos. Entre as adolescentes, 30,1% já se sentiram humilhadas duas ou mais vezes. Essa proporção é quase seis pontos percentuais maior que a dos alunos do sexo masculino.

Entre os alunos ouvidos, 16,6% das meninas já foram agredidas fisicamente, enquanto entre os meninos a proporção sobe para 18,6%. Já os casos de bullying virtual, cometidos por meio de redes sociais ou aplicativos, somam 12,7%. Entre as meninas, 15,2% delas já se sentiram humilhadas ou ameaçadas por conteúdos online, contra 10,3% dos meninos.

Os dados também revelam que 13,7% dos estudantes declararam ter praticado algum tipo de violência. A maior parte dos agressores, 16,5%, são meninos. Entre as meninas, o percentual foi de 10,9%. Os motivos para cometer bullying apontados são gênero ou orientação sexual dos colegas, com 12,1%, e deficiências, com 7,6% dos ataques.

O que é bullying escolar e cyberbullying

O bullying escolar é uma forma de violência relacional marcada por comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, sustentados por um desequilíbrio de poder. Pode ocorrer por meios físicos, verbais, morais, sociais, psicológicos ou discriminatórios, gerando sofrimento, humilhação, isolamento ou constrangimento.

Não se trata de um conflito, mas de uma violação de direitos que compromete o clima escolar e afeta vítimas, autores e testemunhas, sendo alimentada por normas sociais e institucionais que naturalizam desigualdades e exclusões.

O cyberbullying é a prática de bullying realizada em ambientes digitais — como redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online ou outras plataformas. Mantém as características do bullying presencial, mas é potencializado pela velocidade e alcance das redes, pela permanência dos conteúdos e pela possibilidade de anonimato.

Mesmo quando ocorre fora da escola, produz impactos diretos na vida escolar, na saúde mental e na trajetória educacional das vítimas, exigindo resposta institucional qualificada e alinhada aos protocolos de proteção.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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