Itatiaia

Projeto que aumenta pena para furto e roubo de cabos elétricos será votado no Senado

Roubo de cabos e fios de transmissão elétrica e de telefonia gera transtorno para milhares de pessoas que ficam sem internet e sem energia no país

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Projeto prevê aumentar punição para quem roubar fios de transmissão de energia e de telefonia
Agência Brasil

Deve ser votada na próxima quarta-feira (7), no Senado, uma proposta que altera o código penal e aumenta a pena para furto, roubo e receptação de fios, cabos ou equipamentos utilizados para o fornecimento ou transmissão de energia elétrica, telefonia ou transferência de dados.

A matéria está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça para ser votada em caráter terminativo.

Esses crimes ocorrem com frequência, principalmente, nas grandes capitais, como Belo Horizonte, e costumam provocar apagão de energia elétrica e serviços de telefonia, deixando milhares de consumidores sem o serviço.

O projeto, de autoria do senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, prevê pena de 3 a 8 anos pelo furto de cabos, aumenta de 1/3 para a metade quando o crime for roubo – ou seja, quando há ameça ou violência e estabelece a pena de 4 a 10 anos, e multa, para o crime de receptação.

"Sabe-se que a interrupção de serviço de utilidade pública causa grandes transtornos para a população, podendo ter consequências graves para pessoas e para a economia, despontando a energia elétrica e a comunicação como dois dos mais relevantes serviços", diz o autor do projeto.

O relator da matéria, que já recebeu emendas, é o senador Cid Gomes (PDT)

PorEdilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.