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‘Tragédia o levou cedo demais’, afirma esposa de jovem que morreu em incêndio na Santa Casa de BH

Chamas iniciaram em frente ao quarto do jovem, que estava há 42 dias internado no hospital 

Otávio Resende estava internado no hospital

“Ele tinha uma força de vontade de viver de admirar, nunca abaixou a cabeça diante da doença, sempre fez todos os tratamentos com muita empolgação e fé”. É assim que Júlia Rodrigues Moura, esposa de Otávio Jordany Melo Resende, se recorda do marido. O jovem de 23 anos morreu na noite dessa segunda-feira (27) em consequência do incêndio que atingiu a Santa Casa de Belo Horizonte. Ele estava em frente ao quarto onde as chamas iniciaram e dependia de ventilação mecânica.

Natural de Piumhi, Otávio morou a vida inteira em Pimenta, no Centro-Oeste de Minas Gerais, mas precisou vir para a capital após diagnóstico de Linfoma de Hodgkin Clássico - câncer de sangue. A doença foi descoberta em março do ano passado.

“Durante o transplante autólogo de medula óssea, ele pegou uma infecção oportunista no pulmão, por isso foi encaminhado para o CTI. Ele descobriu o linfoma porque logo depois que pegou Covid foi fazer um checkup e seus exames de sangue vieram alterados”, contou à Itatiaia.

O jovem estava há 42 dias no hospital sendo acompanhado diariamente pela esposa, que, mesmo após ser transferido para o CTI, não deixou de ir à Santa Casa visitá-lo. “Ele estava em estado grave por se tratar de um paciente do transplante de medula com um sistema de defesa (sistema imune) imaturo, paciente imunossuprimido”, explicou.

Otávio estava estável dentro da gravidade dele, melhorando aos pouquinhos e devagar, era um paciente que não tolerava transporte (nem para exames), em seu leito estava seguro. O incêndio foi no quarto em frente ao dele e não chegou até ele, mas ele não aguentou a locomoção, estava dependo muito da ventilação mecânica. Então sim, o incêndio foi crucial para a morte dele.

Otávio era empresário rural, técnico em agropecuária e chegou a iniciar o curso de engenharia agronômica. No entanto, após iniciar tratamento para a doença, ele precisou trancá-lo.

“Queria viver e lutou por isso”

A esposa lamentou a morte precoce do marido e recordou que ele fez tudo que era possível para continuar a viver. “Ele tinha uma força de vontade de viver de admirar, nunca abaixou a cabeça diante da doença, sempre fez todos os tratamentos com muita empolgação e fé. Ele queria com todas as suas forças viver e lutou muito por isso. Infelizmente uma tragédia o levou cedo demais”.

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