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Tarifas dos EUA terão impacto modesto no Brasil, avalia FMI

Fundo Monetário Internacional destaca a resiliência da economia brasileira diante de choques externos e minimiza tarifas dos EUA

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Fundo Monetário Internacional (FMI),
Fundo Monetário Internacional (FMI) • Reprodução / Redes Sociais

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que a economia brasileira sofrerá um impacto pequeno com as novas tarifas dos Estados Unidos para os produtos importados do Brasil. A projeção da entidade foi divulgada nesta quinta-feira (23), após a conclusão da consulta anual do Artigo IV e na avaliação do setor financeiro.

Nos relatórios, o FMI aponta que a economia brasileira está demonstrando “notável resiliência” diante de uma sequência de choques externos. Segundo a entidade, as exportações brasileiras para os EUA chegaram a ter uma queda após o primeiro tarifaço, em agosto de 2025, mas estão se recuperando desde que houve uma queda na alíquota em novembro.

Atualmente, ainda de acordo com o FMI, a atual alíquota média que os produtos brasileiros enfrentam nos EUA é de 12,2%. “Como as exportações para os EUA representavam menos de 2% do PIB antes dos aumentos tarifários, e as exportações para outras regiões cresceram, o impacto macroeconômico direto das tarifas foi limitado”, escreveu.

Agora, apesar das alíquotas sofrerem um acréscimo de 25%, e a iminência de uma nova tarifa de 12,5% em razão de uma investigação sobre o uso de trabalho forçado, o FMI prevê que o impacto será pequeno para a economia brasileira.

“Se aprovado, essas tarifas devem ter efeito a partir de julho, quando as tarifas globais de 10% expirarem. Dada as inúmeras isenções aos produtos e a dependência limitada do Brasil em relação ao mercado americano (que representou 11% das exportações brasileiras em 2025), espera-se que seu potencial impacto macroeconômico seja modesto”, afirma o relatório

“Notável resiliência”

De acordo com o Conselho Executivo do FMI, a economia brasileira demonstrou resiliência a uma série de choque e está relativamente protegida dos aumentos globais do preço do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio, devido ao seu status de exportadora líquida da commodity.

O documento prevê que o crescimento do PIB brasileiro seja de 2,4% em 2026, em meio a termos de troca mais favoráveis associados aos preços globais do petróleo e o impulso do governo. Nesse caso, uma desaceleração da economia deve ocorrer em 2027, devido às políticas monetárias ainda restritivas - com a Selic a 14,25%.

“Os riscos para as perspectivas de crescimento estão inclinados para o lado negativo em meio à crescente incerteza global. O principal risco é a escalada das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, que poderia aumentar a inflação e, por meio de condições financeiras mais restritivas e menor demanda global, reduzir a atividade econômica”, disse o FMI.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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