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Prévia da inflação mostra queda abaixo das expectativas e energia sendo a maior responsável

Cobrança de bandeira amarela em energia elétrica elevou o custo de vida; por outro lado, o preço dos alimentos ajudou a conter a inflação

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Endividamento é preocupação do governo federal em ano eleitoral
Endividamento é preocupação do governo federal em ano eleitoral • Joédson Alves/Agência Brasil

A prévia da inflação no Brasil ficou bem abaixo das expectativas do mercado financeiro em julho. Houve uma desaceleração neste mês e registrou alta de 0,06%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor projeção desde 2023, o esperado era uma alta em torno de 0,20% e 0,22% comparado ao mês de junho.

O resultado mantém a inflação acima da média perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,51% em 2026. Nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% registrados no período encerrado em junho, mas ainda passa do teto da meta imposta pelo BC.

 



Segundo o IBGE, a maior pressão veio de Habitação, impulsionada pelo aumento da energia elétrica residencial. A cobrança da bandeira tarifária amarela elevou o custo da conta de luz e contribuiu para a alta do índice no mês.

Por outro lado, o preço dos alimentos ajudou a conter a inflação. A desaceleração no grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais fatores para jogar o resultado para abaixo do esperado.

O IPCA-15 mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas do país. Trata-se de uma prévia da inflação oficial porque reúne os preços coletados antes da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e oferece uma referência ao mercado financeiro. 

 

 

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