Mercado reduz previsão da inflação em 2026 pela quarta semana seguida
Boletim Focus revela que economistas seguem reduzindo as projeções para o IPCA mesmo com a retomada da guerra no Oriente Médio

Economistas do mercado financeiro reduziram, pela quarta semana consecutiva, a projeção para a inflação em 2026. Segundo o Boletim Focus desta segunda-feira (27), divulgado pelo Banco Central, os especialistas esperam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 5,12%.
Na semana passada, o estudo previa uma inflação de 5,15% para 2026. A nova queda ocorre mesmo com o aumento das tensões na guerra do Oriente Médio, após uma semana de trocas intensas de ataques entre Estados Unidos e Irã.
O conflito no Estreito de Ormuz fez com que o barril do petróleo disparasse para próximo de US$ 100, quase U$30 a mais do que o preço médio antes da guerra. A alta na commodity tende a influenciar o preço dos combustíveis no mercado nacional, gerando pressão inflacionária mesmo com medidas do governo que possam mitigar a crise.
Desde o início do conflito, no final de fevereiro, a previsão para o IPCA teve um salto exponencial no Focus. Na semana do dia 6 de março, o indicador estava em 3,91%. O ápice foi atingido na semana do dia 19 de junho, a 5,33%, sendo mantido estável na semana seguinte, e caindo nas próximas quatro.
Apesar da queda na inflação, os demais indicadores do Focus permaneceram estáveis. O mercado prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,99% em 2026, bem como o câmbio cotado a R$ 5,20. A taxa básica de juros (Selic) é estimada em 14,00% ao ano, significando apenas mais uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p) em agosto.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



