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Condomínio sobe acima da inflação e inadimplência preocupa moradores e síndicos

Levantamento mostra que taxa condominial aumentou 6,8% em 2025, enquanto a inflação oficial ficou em 4,26%

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Inter revê inflação para baixo e projeta índice em 4,6% para o Brasil em 2023.
Inflação • CNN Brasil

Manter as contas do condomínio em dia tem se tornado um desafio cada vez maior para os brasileiros. Um levantamento da Superlógica, empresa brasileira de tecnologia e instituição financeira especializada em sistemas de gestão e pagamentos para negócios de cobrança recorrente , aponta que a taxa condominial registrou alta de 6,8% em 2025, percentual superior à inflação oficial do período, de 4,26%. Com isso, o valor médio do condomínio no Brasil chegou a R$ 828 por mês.

O aumento pesa no orçamento de milhares de famílias e, em alguns casos, já influencia até a decisão sobre onde morar. A servidora pública Juliana Borges afirma que o valor do condomínio tem comprometido as finanças da família. "Pesa no bolso. Não sei onde nós vamos chegar se o negócio continuar aumentando desse jeito." Ela conta que já procurou imóveis com taxas condominiais menores. "Já cheguei a procurar outros lugares que tenham um condomínio mais em conta, porque está difícil."

A percepção é compartilhada pelo vendedor Samuel Ribeiro, que considera o valor cobrado incompatível com os serviços oferecidos. "Está bem caro para um condomínio que não entrega muita coisa."

Inadimplência afeta funcionamento dos condomínios

Além do aumento das taxas, a pesquisa revela outro dado preocupante. Nos condomínios com mensalidades de até R$ 500, a inadimplência chegou perto de 10% no fim do ano passado.

Para o presidente do Sindicon MG, Carlos Eduardo Alves de Queiroz, o impacto vai muito além das finanças.

Segundo ele, quando moradores deixam de pagar, serviços essenciais podem ser comprometidos. "A inadimplência compromete o caixa dos condomínios e pode afetar serviços essenciais como limpeza, segurança e manutenção."

O especialista explica que despesas como manutenção de elevadores, portões eletrônicos e contas de água e energia continuam existindo, independentemente do número de inadimplentes.

"Se falta dinheiro em caixa, o condomínio pode atrasar pagamentos e até interromper contratos de manutenção, colocando em risco a segurança e o funcionamento da edificação", explica.

Custos de manutenção continuam em alta

Carlos Eduardo afirma que os gastos dos condomínios vêm crescendo ano após ano.

Entre os principais fatores estão o aumento das tarifas de energia elétrica, os reajustes nos contratos de prestação de serviços e o envelhecimento das edificações, que exige investimentos cada vez maiores em conservação e reparos.

Segundo ele, basta um único morador deixar de pagar para que o equilíbrio financeiro seja comprometido.

"Em um condomínio, as despesas são rateadas. Se um condômino não paga, a conta não fecha. Os demais moradores acabam sendo prejudicados e o síndico enfrenta dificuldades para manter os serviços funcionando normalmente."

Atenção antes de comprar um imóvel

O presidente do Sindicon MG também faz um alerta para quem pretende adquirir um imóvel em condomínio.

Antes de fechar negócio, é importante verificar a saúde financeira do condomínio, o índice de inadimplência, a existência de dívidas e de processos judiciais.
"Quem compra um imóvel muitas vezes observa apenas o apartamento e esquece de avaliar a situação financeira do condomínio. Isso pode trazer problemas futuros", orienta.

O aumento das despesas aliado à inadimplência tem colocado síndicos diante de um desafio crescente: manter os serviços essenciais funcionando sem sobrecarregar ainda mais os moradores que pagam as contas em dia.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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