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Maioria dos brasileiros acha improvável perder emprego em seis meses, diz estudo

Pesquisa mostra segurança entre os trabalhadores em relação aos próximos meses

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Carteira de trabalho digital
Carteira de trabalho digital • Marcelo Camargo/Agência Brasil

A décima edição da pesquisa Sondagem do Mercado de Trabalho, divulgada pela Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) nesta quarta-feira (15) revela que mais da metade dos brasileiros acha improvável perder seu principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses.

Ao todo, 47,8% dos entrevistados afirmaram ser improvável que perderão seu principal emprego ou fonte de renda no próximo semestre, enquanto outros 8,6% disseram ser “muito improvável”. Por outro lado, 15,7% afirmam ser provável a perda de emprego e 1,6% “muito provável”. Outros 26,3% não souberam responder.

Segundo o economista da FGV-Ibre, Rodolpho Tobler, a pesquisa mostra segurança entre os trabalhadores em relação aos próximos meses. Porém, houve o crescimento do percentual de pessoas com medo de perder a sua ocupação no futuro próximo.

“Esse resultado reflete os dados de mercado de trabalho, que continuam indicando aquecimento, mas também passaram a sinalizar redução no ritmo da evolução. O aumento da incerteza e o cenário macroeconômico ainda desafiador podem contribuir para o aumento dessa probabilidade nos próximos meses”, disse.

A FGV ressalta que, como a série ainda é recente, não conta com ajuste sazonal e as comparações ao longo do tempo devem ser lidas com cautela. Em fevereiro, 16,9% dos trabalhadores acreditavam ser “provável ou muito provável” a perda do seu emprego ou fonte de renda.

No final do ano passado, 16,1% acreditavam que perderiam seu emprego nos próximos seis meses, enquanto 56,3% achavam muito improvável uma demissão. Outros 27,6% não souberam responder a pesquisa.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.