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Inflação volta a subir além do esperado em setembro e fica acima da meta

Resultado também é o maior para o mês de setembro nos últimos cinco anos, quando em 2021, no auge da pandemia de Covid-19, marcou 1,16%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,58%

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Preço da habitação no país subiu em setembro • Rovena Rosa/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, acelerou 0,82% em setembro após registrar uma queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). O resultado veio acima do esperado pelo mercado financeiro, que projetava alta de 0,76%.

Esse resultado também é o maior para o mês de setembro nos últimos cinco anos, quando em 2021, no auge da pandemia de Covid-19, marcou 1,16%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,58%, acima do teto da meta de 4,5%.

Segundo o IBGE, todos os grupos pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. O maior impacto foi do preço da habitação, que subiu 2,31% e 0,35 pontos percentuais (p.p), seguido pelos transportes (0,89% e impacto de 0,18 p.p), e alimentação e bebidas (0,83% e 0,18 p.p).

Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 0,05% no gás encanado, em função dos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80% em Curitiba (0,29%) e no Rio de Janeiro (0,05%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,13%) reflete o reajuste de 6,94% em Vitória (6,94%), vigente desde 1º de setembro.

A variação do grupo Transportes (0,89%) reflete, além da alta de 9,66% das passagens aéreas, a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com a subida nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%). O subitem táxi (0,20%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,97%), vigente desde 08 de agosto.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva de 0,83% em setembro, após três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido às altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%). No lado das quedas, destacam-se o frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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