Governo anuncia R$ 15 bilhões para exportadores afetados pela guerra no Irã
Objetivo é reabrir as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano no BNDES para socorrer empresas exportadoras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou, na noite dessa terça-feira (24), uma medida provisória que reabre as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para socorrer empresas exportadoras afetadas pela guerra no Irã. Ao todo, são R$ 15 bilhões disponíveis para o setor produtivo.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os recursos são apoiar as empresas brasileiras exportadoras e aquelas relevantes para a balança comercial em meio às incertezas geopolíticas e instabilidades internacionais. É o caso das empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio e as que ainda enfrentam tarifas impostas pelos Estados Unidos.
"O governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos. Os recursos serão fundamentais para garantir às empresas produtividade e competitividade no mercado internacional”, disse o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.
Terão direito às linhas de crédito as empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, e aquelas que atuam em setores industriais com relevância no comércio exterior brasileiro. Os recursos são provenientes do superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), o superávit de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda e outras fontes federais.
As linhas de crédito podem financiar:
- capital de giro;
- aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva;
- investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia;
- investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos;
- e outras hipóteses.
As condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CNM). Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços definirão os critérios de elegibilidade às linhas de financiamento e demais normas complementares necessárias à implementação.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



