“A abertura é um ato imediato. Quem está abrindo uma empresa já está muito próximo de iniciar a operação. Então, quando a cidade apresenta crescimento nesse indicador, demonstra que a atividade econômica está acelerada”, afirma.
Já o fechamento de empresas, segundo o secretário, não necessariamente ocorre no momento em que a atividade é encerrada.
“O fechamento não tem essa relação direta. Muitas vezes ele é registrado depois que a empresa já deixou de operar, então pode refletir decisões de períodos anteriores”, explica.
Adriano Faria também aponta que o aumento nos encerramentos pode estar ligado ao volume de empresas abertas no ano passado, que foi recorde.
“Muita empresa fechando agora é resultado do grande número de empresas que abriram anteriormente. O desafio, após um ano recorde, é manter esse patamar — e conseguimos não só manter, como crescer 6%. Eu vejo dados positivos”, diz.
Sobre a dinâmica regional, o secretário afirma que Belo Horizonte não concorre diretamente com cidades da Região Metropolitana.
“Belo Horizonte não concorre com esses municípios. A disputa é com grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador”, destaca.
Ainda segundo ele, cidades vizinhas têm perfil mais adequado para grandes indústrias.
“Quando uma empresa vai para Betim ou Contagem, ela está no lugar correto. São cidades preparadas, com terreno mais barato. E quando conseguimos atrair grandes empreendimentos para a região metropolitana, Belo Horizonte também é beneficiada, principalmente no comércio, nos serviços e na geração de empregos”, conclui.