Fazenda rebate críticas sobre dívida pública e prevê saldo fiscal positivo no mandato
Secretário da Fazenda atribui crescimento da dívida às taxas de juros, projeta superávit e contrapõe gestão atual à do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a condução das contas públicas realizada pela atual gestão do governo federal. Em entrevista concedida à CNN Brasil, o titular da pasta sustentou que o terceiro mandato do presidente Lula (PT) deverá encerrar seu ciclo com saldo positivo na área fiscal, contrastando o cenário com o da administração anterior.
De acordo com Durigan, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não implementou correções na trajetória fiscal do país. O chefe da equipe econômica argumentou que a gestão passada registrou piora em indicadores como o risco-país e o endividamento público no comparativo entre o início e o término do mandato, além de ter adotado medidas divergentes das boas práticas fiscais.
A reorganização das finanças públicas foi atribuída pelo ministro ao trabalho conjunto conduzido por ele e por Fernando Haddad (PT) na liderança da pasta. Segundo o ministro, os projetos orçamentários desenhados para o próximo exercício preveem a obtenção de superávit fiscal por parte do governo federal.
Ao falar sobre o crescimento da dívida pública, Durigan afastou que o governo estaria gastando além do limite de suas contas. Para o ministro, o crescimento do endividamento decorre, principalmente, do patamar elevado das taxas de juros no país, e não do desempenho do resultado primário em si.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



