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Durigan diz que governo federal levou 'calote' de Minas Gerais

Ministro da Fazenda afirma que Estado deixou de pagar dívida com a União, que mais que dobrou, e defende contrapartidas na renegociação

PorBrasília
O ministro da Fazenda, Dario Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan. • Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (25) que o governo federal levou um “calote” de Minas Gerais. Segundo ele, o Estado deixou de pagar a dívida com a União, enquanto o débito mais que dobrou.

A declaração foi dada durante o painel “Competitividade nos planos do governo”, realizado em São Paulo, no evento Agenda Brasil 2026, organizado pelo Movimento Brasil Competitivo e pela revista Exame.

Durigan defendeu a renegociação das dívidas dos Estados com a União, mas disse que o governo federal deve exigir contrapartidas dos governos estaduais que deixarem de pagar juros ao governo central.

Segundo o ministro, Minas Gerais e outros Estados, como Goiás, deverão assumir compromissos em áreas consideradas estratégicas como condição para a renegociação.

Durigan citou como exemplo a necessidade de investimentos no ensino médio profissionalizante, inspirado no modelo adotado pela Alemanha. Ao mesmo tempo, ele defendeu que os Estados ofereçam contrapartidas pelos benefícios obtidos na renegociação das dívidas.

A dívida de Minas Gerais com a União é um dos principais temas do debate econômico e político no Estado. O débito, que se aproxima de R$ 180 bilhões, também está no centro da campanha eleitoral mineira de 2026.

O Estado aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado para permitir a renegociação dos débitos estaduais com a União. O tema, porém, continua sendo alvo de críticas e propostas diferentes entre os candidatos ao governo de Minas.

A discussão também ganhou espaço na disputa presidencial, já que o ex-governador Romeu Zema (Novo) deixou o governo mineiro para disputar a Presidência da República. Em declarações recentes, Zema atribuiu parte do crescimento da dívida aos juros cobrados pela União.

Durigan, por sua vez, sustenta que a renegociação precisa vir acompanhada de compromissos que garantam benefícios concretos para a população e evitem que os Estados simplesmente deixem de pagar suas obrigações com o governo federal.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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