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Dia dos Namorados: quase metade dos brasileiros se endividaram por um parceiro

Dados mostram que planejamento e responsabilidade financeira estão mais associados à construção de um relacionamento duradouro

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Presentes dos dias do namorado devem impulsionar o comércio de BH
Presentes dos dias do namorado devem impulsionar o comércio de BH • Pexels

Nas vésperas do Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), uma pesquisa do Serasa realizada em parceria com o Instituto Opinion Box revela que quase a metade dos brasileiros (45%) já se endividaram por causa de um parceiro amoroso. O mesmo percentual apontam o dinheiro como uma das principais causas de conflito em um relacionamento.

A pesquisa ouviu 1.257 pessoas de todo o Brasil entre os dias 19 e 27 de maio, com uma margem de erro de 2,7 pontos percentuais (p.p) para mais ou para menos. O levantamento também mostra que 29% dos entrevistados já contraíram dívidas mais de uma vez pelos parceiros.

Segundo a especialista em educação financeira do Serasa, Aline Vieira, os dados revelam que o dinheiro ocupa um papel “ambíguo” na vida amorosa dos brasileiros. “Ao mesmo tempo em que fortalece laços de parceria e apoio, também está entre os principais motivos de conflitos entre casais, vistas como “red flags financeiras”, disse.

Nove em cada dez entrevistados (90%) disseram que preferem se relacionar com alguém que tenho o hábito de economizar para o futuro, enquanto 88% consideram importante que o parceiro tenha uma boa saúde financeira.

Para 61% dos entrevistados, a condição financeira da pessoa impacta na percepção de um relacionamento duradouro. Além disso, 29% já deixaram de assumir compromissos importantes, como morar junto ou financiar um bem, por incompatibilidade financeira com o parceiro.

Ainda de acordo com a especialista, os dados mostram que planejamento e responsabilidade financeira estão mais associados à construção de um relacionamento duradouro. “As finanças passaram a fazer parte da avaliação de compatibilidade entre os casais. Assim como valores, objetivos de vida e comportamento, a forma como uma pessoa lida com dinheiro também pode ser vista como um sinal de alinhamento ou de alerta para o futuro da relação”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.