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Brasil anuncia abertura do processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA

Governo voltou a classificar as tarifas dos EUA como “injustificadas e arbitrárias", afirmando que continuará a defender sua posição

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Trump e Lula em encontro ainda em 2025
Trump e Lula em encontro ainda em 2025 • Ricardo Stuckert / PR

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (13), que vai abrir o processo de reciprocidade às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que vai notificar oficialmente a Casa Branca sobre o início das consultas diplomáticas previstas na lei.

“As consultas diplomáticas, que visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais”, disse o governo.

O Palácio do Planalto ainda ressaltou que atuou consistemente junto com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para encerrar investigações que levaram a tarifas de 12% e 25% em julho, criadas com base no pretexto da Seção 301 da Lei de Comércio americana.

O governo voltou a classificar as tarifas dos EUA como “injustificadas e arbitrárias", afirmando que continuará a defender sua posição nas instância cabíveis da diplomacia internacional. 

“O governo do Brasil seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas dos Estados Unidos à economia e à renda dos brasileiros. Continuaremos a defender o multilateralismo e a reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC), e seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos”, completou.

Entenda as tarifas

No dia 22 de julho, tarifas de 25% entraram em vigor sobre uma série de produtos brasileiros. Segundo Washington, a decisão foi tomada após uma investigação sobre práticas comerciais americanas consideradas abusivas, citando o uso do Pix e um possível monopólio no mercado de etanol.

No dia 23, os EUA também anunciaram tarifas de 12,5% para substituir uma alíquota global de 10%. Nesse caso, as tarifas foram impostas sob o pretexto de uma investigação sobre o uso de trabalho forçado na pauta importadora do país.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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