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Black Friday deve movimentar um volume recorde de R$ 5,4 bilhões

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra uma expectativa de recorde nas vendas da Black Friday

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Black Friday • Eduardo Coimbra/Agência Brasil

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), estima que a Black Friday de 2025 movimente R$ 5,4 bilhões na economia brasileira. O volume representa um crescimento de 2,4% ante a mesma data do ano passado, representando um recorde de movimentação financeira desde o início da série histórica. O evento vai ocorrer na sexta-feira, 28 de novembro.

Segundo a CNC, a maior expansão anual de vendas da Black Friday ocorreu em 2020, influenciada pela alta do comércio digital na pandemia de Covid-19. Na ocasião, foram movimentados R$ 4,43 bilhões, com um avanço de 22,4% em relação ao evento em 2019.

Em 2025, o segmento que mais deve vender no varejo é o de hiper e supermercados, com uma estimativa de R$ 1,32 bilhão. Eletroeletrônicos e utilidades domésticas devem movimentar R$ 1,24 bilhão, seguido por móveis e eletrodomésticos com (R$ 1,15 bilhões).

Esses grupos representam mais de dois terços da movimentação financeira prevista (68%). Na sequência, os ramos de vestuário e acessório devem movimentar R$ 950 milhões, seguido por farmácias, perfumarias e cosméticos com R$ 380 milhões.

A CNC destaca que a Black Friday deste ano vai ocorrer em meio à valorização do real, atualmente cotado em R$ 5,33. No ano passado, a moeda brasileira estava em um processo de depreciação frente ao dólar, fechando em uma cotação superior a R$ 6. Por outro lado, o país vive um momento de alta no endividamento, que reforça a necessidade de cuidado dos consumidores.

“É momento de cautela na economia nacional, de incertezas no cenário externo e de endividamento recorde das famílias brasileiras, mas, ainda assim, veremos um incremento nas vendas da Black Friday este ano”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC

Queda nos preços

“A queda do dólar, ao mesmo tempo em que ajuda a controlar a inflação, amplia o volume de remessas do exterior para o Brasil, sendo um fator limitante para o desempenho do varejo brasileiro, que ainda está em desvantagem tributária em relação aos exportadores de bens de consumo para o País”, completa Tadros.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.