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Vale anuncia patrocínio ao Mercado Central de BH e abre mão de alterar nome do local

Em modelo inédito batizado de 'Right Naming', mineradora investirá em reformas estruturais até o centenário do espaço, em 2029, mas preservará a identidade tradicional

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Mercado Central, em Belo Horizonte
Ação será realizada no Mercado Central de Belo Horizonte • Qu4rto Studio (Belotur) | Divulgação

A mineradora Vale anunciou o patrocínio oficial a um dos principais símbolos culturais e turísticos da capital mineira, o Mercado Central de Belo Horizonte. O acordo prevê uma série de investimentos em infraestrutura e sustentabilidade que serão implementados gradualmente até 2029, ano em que o centro de compras completará seu centenário. 

O grande diferencial da parceria está no modelo de negócios adotado. Contrariando a tendência de mercado dos chamados naming rights — em que empresas compram o direito de rebatizar arenas e espaços públicos com suas marcas —, a Vale decidiu inaugurar o conceito de Right Naming (direito ao nome, em tradução livre). Na prática, a mineradora abriu mão contratualmente de estampar seu nome na fachada ou alterar o título do local, mantendo a marca "Mercado Central" intacta em respeito à identidade e ao vínculo afetivo da população. 

"Se é importante para os mineiros, é importante para a Vale", destacou Leandro Modé, diretor de Comunicação e Marca da empresa. "O Mercado Central permanece com o nome que o tornou referência para gerações de belo-horizontinos e visitantes, enquanto ganha um parceiro comprometido com sua continuidade e valorização." 

De acordo com o comunicado oficial, a destinação dos recursos não será imposta pela patrocinadora. As intervenções estruturais, melhorias de acessibilidade e os projetos de sustentabilidade serão definidos a partir das demandas reais dos próprios comerciantes que operam no local. 

As prioridades técnicas e de reforma serão debatidas de forma participativa em assembleias gerais e aprovadas por meio de votação direta dos permissionários. À mineradora caberá o papel de viabilizar o orçamento e acompanhar a execução dos projetos aprovados, buscando qualificar a experiência dos trabalhadores e do público. Para o presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, o formato garante o respeito à trajetória do local: "Essa parceria representa um olhar para o futuro sem perder de vista a nossa essência." 

Com uma área de 24 mil metros quadrados no coração de Belo Horizonte, o Mercado Central abriga atualmente cerca de 400 lojas comerciais. O espaço funciona de domingo a domingo e é considerado um dos pontos mais democráticos e visitados do estado, atraindo uma média de 15,5 milhões de visitantes por ano, entre moradores da capital e turistas de diversas origens. 

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.