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Inhotim além das galerias: um espaço de arte e natureza

Muitos dos visitantes que caminham pelo museu não conhecem o espaço de conservação da natureza e pesquisa científica

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Inhotim
Inhotim • Pedro Vilela

Quem visita o Instituto Inhotim costuma se encantar logo de início com o paisagismo que cerca os pavilhões e obras de arte. No entanto, a vegetação que emoldura o complexo vai muito além de um mero elemento estético ou pano de fundo contemplativo: a natureza no local constitui acervo vivo, pesquisa científica e conservação ambiental.

Localizado em uma área de transição ecológica entre a Mata Atlântica e o Cerrado, o Inhotim abrange uma extensão total de 140 hectares. Desta área, apenas 7 hectares correspondem a espaços construídos, enquanto a maior parte do terreno permanece dominada por cobertura vegetal preservada ou em recuperação.

De projeto paisagístico a Jardim Botânico reconhecido

O projeto, que nos primeiros anos esteve centrado na composição estética e paisagística, se expandiu e ganhou caráter institucional. Atualmente, o Inhotim é reconhecido formalmente como Jardim Botânico, abrigando mais de mil espécies de plantas originárias de todos os continentes.

Segundo a gerente de Natureza do Inhotim, Sabrina do Carmo, o acúmulo e a diversidade da coleção vegetal ao longo dos anos permitiram consolidar a instituição nesse novo patamar de atuação, integrando o acervo botânico a diretrizes de educação ambiental, pesquisa científica e preservação de espécies.

Esse ecossistema abriga também a fauna local. O mosaico vegetal em regeneração serve de refúgio para dezenas de espécies, com mais de 150 tipos de aves catalogados na propriedade, além da presença de mamíferos como o lobo-guará, micos e seriemas, frequentemente observadas pelos caminhos do parque.

Bastidores, viveiros e preservação de espécies

Por trás das alamedas mantidas para a visitação, o trabalho técnico envolve procedimentos contínuos de documentação, produção de mudas em viveiro próprio e programas voltados à conservação de espécies da flora ameaçadas de extinção.

As ações de bastidor fundamentam a proposta do Inhotim de integrar arte e botânica no mesmo nível de relevância. Conforme explica a gerência de Natureza, a experiência do visitante no parque resulta da coexistência entre o acervo artístico, a coleção botânica e as iniciativas educativas desenvolvidas no espaço.

“Uma parte importante da experiência do Inhotim é a vivência nos jardins, nas matas. Hoje a gente não considera que essa é uma vivência à parte, esse jardim botânico é da forma como é por causa das plantas que aqui habitam e também pelo acervo artístico, que coabita com o acervo botânico e também pelos projetos de educação que são realizados aqui dentro” explica Sabrina.

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

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Ana Luiza Pereira é jornalista formada pela PUC Minas. Repórter multimídia na Itatiaia, possui experiência em rádio, televisão, portal e redes sociais. Atua na produção de conteúdo para as plataformas digitais e colabora com as editorias de Entretenimento e Esporte. Acumula passagens anteriores pela TV Horizonte, Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão.

 

 

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