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Fundação Clóvis Salgado lança livro homenageando os 55 anos do Palácio das Artes

Obra abre coleção especial sobre o maior complexo cultural da América Latina e reconstrói trajetórias desde os traços originais de Niemeyer até depoimentos de artistas

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Nos 55 anos do Palácio das Artes, Fundação Clóvis Salgado lança livro sobre a história e os marcos do complexo cultural • Divulgação | Paulo Lacerda

O maior complexo cultural da América Latina celebra sua trajetória no cenário nacional com um registro literário inédito. Como parte das comemorações de seus 55 anos, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) lança o livro 'Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!'. Assinado pelo jornalista Mauro Werkema e pela pesquisadora Maria Elisa Ordones de Oliveira, o volume de 248 páginas é o primeiro de uma coleção de seis obras dedicadas à memória institucional do complexo.

A publicação reconstrói as origens do Palácio das Artes, resgatando marcos históricos que remontam à sua idealização na década de 1940 por Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, com projeto original de Oscar Niemeyer. O livro traz, inclusive, croquis históricos cedidos pela Fundação Oscar Niemeyer. A obra também detalha a retomada das construções nos anos 1960 pelo governo de Israel Pinheiro e a conclusão pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto, que culminou na inauguração oficial em 14 de março de 1971.

Coleção completa e preservação da memória

A coleção literária de aniversário se estenderá pelos próximos anos para documentar todas as vertentes do complexo. Os próximos cinco volumes abordarão o histórico de montagem das 100 óperas do repertório da casa, os 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), os 55 anos da Cia de Dança Palácio das Artes (CDPA), um catálogo do acervo de artes plásticas da FCS, e, por fim, a trajetória do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), previsto para ser lançado próximo ao cinquentenário do corpo musical, em 2029.

O primeiro volume aborda desde a infraestrutura do Palácio, incluindo suas múltiplas galerias e o Cine Humberto Mauro, até a atuação do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), que capacita mais de 2 mil profissionais da cena anualmente. "Este livro reconstrói, revela, como o Palácio das Artes se tornou uma das instituições culturais mais importantes do Brasil. Reúne memória institucional, leitura histórica, crítica de arquitetura e reflexão sobre políticas públicas", destacou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

Bastidores, crises e homenagens

A narrativa também abre espaço para os momentos mais desafiadores da história do complexo localizado na Avenida Afonso Pena. O texto relembra o trágico incêndio do Grande Teatro em 1997 e o período de restrições da pandemia de Covid-19, quando as atividades migraram para o ambiente virtual.

A dimensão humana do Palácio é resgatada por meio de depoimentos de colaboradores antigos e registros de despedidas de grandes ícones da cultura brasileira cujos velórios e homenagens ocorreram em suas dependências, como Gonzaguinha (1991), Fernando Brant (2015), além de Lô Borges e Teuda Bara (2025).

De acordo com a Fundação Clóvis Salgado, a obra terá distribuição física estratégica na Midiateca João Etienne Filho, em escolas da rede pública estadual e nos equipamentos culturais que integram o Circuito Liberdade. Uma versão digitalizada também será disponibilizada gratuitamente no site oficial da instituição para leitura e pesquisa.

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.