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Filarmônica de Minas Gerais apresenta finalistas do 14º Festival Tinta Fresca

Em concerto gratuito na Sala Minas Gerais, orquestra traz obras inéditas inspiradas na sustentabilidade; vencedor receberá encomenda para a Temporada 2027

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Filarmônica de Minas Gerais • Divulgação | Rafael Motta

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais realiza nesta quinta-feira (25), às 20h30, na Sala Minas Gerais, o concerto dos finalistas da 14ª edição do Festival Tinta Fresca. Sob a regência do maestro associado José Soares, a apresentação gratuita colocará no centro dos palcos a riqueza ecológica do país sob o tema Biomas do Brasil, unindo a criação musical sinfônica aos debates contemporâneos sobre meio ambiente e sustentabilidade.

A iniciativa, pioneira no cenário nacional, busca identificar e fomentar novos talentos da composição brasileira. O autor da obra vencedora receberá como prêmio a encomenda de uma peça sinfônica inédita, que será estreada oficialmente na Temporada 2027 da Filarmônica.

Para avaliar os trabalhos, o festival conta com um júri formado, nesta edição, pelos compositores Alexandre Guerra, André Mehmari e Oiliam Lanna. O evento terá acessibilidade com interpretação em Libras e transmissão ao vivo pela internet.

As obras finalistas

Quatro compositores disputam o prêmio máximo nesta edição, cada um traduzindo em partituras as paisagens, os desafios e os ciclos da biodiversidade brasileira:

  • “Cenas da Caatinga”, de Jônatas Reis (Belo Horizonte, MG): o compositor mineiro estrutura sua obra em seis partes contínuas que homenageiam o único bioma exclusivamente brasileiro. A peça retrata elementos como o canto do vaqueiro, a oração pela chuva, o trabalho das lavadeiras e o ritmo do baião. Cada transição é marcada pelo som da queixada, instrumento percussivo típico da região.

  • “Pau-Brasil: O Tesouro da Mata Atlântica”, de Fernando Britto (Mauá, SP): inspirado no impacto histórico sofrido pelo ecossistema, o compositor constrói um percurso musical em cinco seções que vai da destruição à regeneração. A obra fala sobre o lamento da floresta e o posterior renascimento do pau-brasil como um símbolo de resistência ecológica.

  • “Momentos do Caraça”, de Rodrigo Aredes (Belo Horizonte, MG): o jovem flautista e compositor cria uma paisagem sinfônica inspirada no Santuário do Caraça. Os movimentos costuram as referências da música sacra da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, a expectativa silenciosa pela aparição noturna do lobo-guará e a vista panorâmica do Mirante do Cruzeiro.

  • “Suíte Refloresta”, de Jonas Hocherman (Rio de Janeiro, RJ): inspirada em projetos reais de restauração ecológica, a peça em quatro movimentos foca na reintrodução de espécies nativas de fauna e flora que haviam desaparecido da Mata Atlântica devido à ação humana, traduzindo em música a dinâmica de uma floresta em reconstrução.

Além de assistirem às suas criações ganharem vida no palco, os finalistas participam de uma imersão que inclui o acompanhamento dos ensaios junto à orquestra e reuniões de feedback com os jurados para analisar os detalhes técnicos de suas partituras.

Criado em 2008, o projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço:

  • Evento: 14º Festival Tinta Fresca — Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

  • Data: quinta-feira, 25 de junho, às 20h30

  • Local: Sala Minas Gerais (Belo Horizonte, MG)

  • Ingressos: gratuitos. A distribuição começa na quarta-feira, 17 de junho, a partir do meio-dia, exclusivamente pelo site oficial (limite de 2 ingressos por pessoa).

  • Transmissão: ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.