Atlético faz 118 anos — e a torcida já não aceita mais oscilar
Clube alvinegro comemora aniversário nesta quarta-feira (25)

O Atlético completa hoje, 25 de março, 118 anos. Uma história gigante, construída com títulos, superações e uma paixão que atravessa gerações. Mas, em meio à celebração, há um sentimento que se impõe sobre qualquer outro: o torcedor quer mais — e com razão.
Depois de uma temporada marcada por altos e baixos, o atleticano se cansou da incerteza. Hoje, acompanhar o time virou um exercício de adivinhação: será um bom jogo, um desastre ou algo no meio do caminho? Essa montanha-russa já não combina com o tamanho do clube.
O apaixonado pelo Atlético quer ir ao estádio com a certeza de que verá um time organizado, competitivo, com entrega e identidade. Derrotas fazem parte – o que não cabe é apatia.
O torcedor não exige perfeição. Exige padrão. E isso passa por todos.
Pela comissão técnica, que precisa dar forma e consistência ao time, mantendo em campo quem realmente merece.
Pelo elenco, que não pode escolher quando competir (como em 2025, quando o Brasileirão foi jogado às traças).
E pela gestão, que precisa entender que responsabilidade financeira não pode significar falta de ambição esportiva. Nem mesmo falta de paixão.
Outro desafio para esses 118 anos é retomar protagonismo. O Galo, às vezes, parece um time comum. Não impõe respeito em casa. Não intimida como visitante. Chega, mas não domina. De modo geral, nos últimos anos, tem comemorado apenas títulos estaduais – o que é pouco para um clube desse tamanho.
O Atlético que a torcida quer — e cobra — é outro.
É o que não naturaliza derrotas. O que não aceita atuações frias, sem graça. O que entende que vestir essa camisa exige fome! O passado orgulha. Mas é o presente que precisa, urgentemente, convencer!
Nathália Fiuza é comentarista da Rádio Itatiaia e escreve diariamente aqui.
