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Assim como em 1976 e 1997, Cruzeiro sofre no Brasileiro em ano de Libertadores

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Coluna do Alexandre Simões
Coluna do Alexandre Simões • Itatiaia

Mais do que a vitória sobre o Barcelona, do Equador, na estreia no Grupo D da Libertadores, em Guayaquil, por 1 a 0, a história vivida pelo Cruzeiro no Campeonato Brasileiro nas temporadas em que conquistou a Glória Eterna serve também como esperança para a China Azul.

O que surge como uma curiosidade, vira indício na esperança do torcedor. Em 1976, quando ganhou a Copa Libertadores pela primeira vez, a Raposa fez um péssimo Campeonato Brasileiro após ser finalista nas duas edições anteriores, quando perdeu o título para Vasco (1974) e Internacional (1975).

A competição tinha 50 clubes divididos em cinco chaves de dez, cada. O Cruzeiro foi apenas o quinto colocado do Grupo B, que teve Botafogo-SP, Coritiba, Atlético-PR e São Paulo classificados, e teve que disputar uma repescagem, valendo vaga na terceira fase da competição.

Mas fracassou nessa repescagem e a vaga da sua chave ficou com a Portuguesa. Com isso, o Cruzeiro foi apenas o 19º colocado do Brasileirão de 1976.

Sufoco

Em 1997, quando chegou ao bicampeonato da Libertadores, o Cruzeiro também sofreu no Brasileirão. A competição teve a primeira fase em turno único, com os oito primeiros avançando às semifinais, que foram no formato de dois quadrangulares, e os quatro últimos sendo rebaixados à Série B.

A Raposa sofreu a competição inteira e só escapou do rebaixamento na última rodada, com um empate por 2 a 2 com o Santos, na Vila Belmiro.

O Cruzeiro foi apenas o 20º colocado, numa competição com 26 equipes, e terminou a Série A de 1997 apenas dois pontos à frente do Bahia, o 23º na classificação e que abriu a zona de rebaixamento.

Em 2026, quando carrega a esperança do tricampeonato da Libertadores, o time da Toca faz um péssimo início de Brasileirão. É o vice-lanterna da competição, após a disputa de dez rodadas, com apenas sete pontos conquistados e uma única vitória.

O torcedor espera que essa provação nacional seja mais do que uma coincidência com 1976 e 1997, sendo que a esperança é também de que o sofrimento não seja tão grande como no ano do bicampeonato, quando o rebaixamento só foi evitado na última rodada.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro