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Alexandre Simões | Hulk vira passado num clássico em que é a maior marca década

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Coluna de Alexandre Simões
Coluna de Alexandre Simões • Itatiaia

O atacante Hulk, que se despediu do Atlético nessa sexta-feira (1º), é uma marca do clássico mineiro nesta década. Um dos maiores ídolos da história atleticana, fez do Cruzeiro sua maior vítima com a camisa sete alvinegra.

Dos 19 confrontos entre os dois clubes desde que ele chegou à Cidade do Galo, em 2021, esteve em campo em 18 deles. E foi decisivo em vários momentos. Neste sábado (2), os dois rivais se enfrentam às 21h, no Mineirão. E o jogo pela 14ª rodada do Brasileirão é uma marca significativa para o fim de uma era.

A importância de Hulk no clássico é escancarada pelos números. Nos 18 jogos em que ele esteve em campo, o Atlético marcou 20 gols. Dez, o que significa exatamente a metade, foram dele.

Nessas 18 partidas, o Galo saiu de campo vencedor em sete oportunidades. Em seis delas, Hulk marcou gol ou gols decisivos. Apenas uma vitória do Atlético no clássico nesta década não teve gol do ex-camisa 7, foi um 3 a 0, em 20 de abril de 2024, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro.

Dos dez gols marcados por Hulk sobre o Cruzeiro, cinco foram de bola parada, todos em cima de Rafael Cabral, sendo três de pênalti e dois de falta.

Nas quatro partidas finais de Campeonato Mineiro que disputou contra o Cruzeiro, marcou quatro gols. Fez dois na vitória por 3 a 1 no jogo único de 2022, em 2 de abril de 2022, no Mineirão, marcou nas duas partidas decisivas de 2024, tanto no 2 a 2 da Arena MRV (30/3/2024) como nos 3 a 1, de virada, no Mineirão (7/4/2024), e só passou em branco na derrota de 1 a 0 do último dia 8 de março, no Mineirão, quando a Raposa levantou a taça.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro