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Valdir Barbosa | Café não tem previsão de baixa significativa para o consumidor

A previsão é de recorde na produção brasileira desse ano, porém os estoques mundiais estão bem ajustados e a China deve aumentar ainda mais o consumo

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O café brasileiro é exportados para vários países • Imagem ilustrativa Pixabay
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê produção recorde de café em 2026, uma colheita de 66 milhões de sacas de 60 kg, superando 2020 que rendeu 63 milhões de sacas.

A bienalidade positiva do café esse ano e o clima que vem contribuindo bastante são os fatores positivos de destaque.

Também no cenário internacional, a previsão comercial é das melhores. Mesmo com algumas incertezas no mercado americano que é o nosso maior cliente, a China e outros países asiáticos aparecem como clientes em pontecial.

Aliás, a China no ano passado deu um salto no consumo mundial do café, passando a ser o sexto maior comprador do café brasileiro.

Nos países do leste asiático, a consultoria Portal Mundial do Café registrou um crescimento de 19% nas lojas de café em apenas um ano.

A China já possui 87 mil estabelecimentos de cafés, crescendo 31% em 2025.

Está criado entre os chineses jovens o consumo de café gelado, misturas diversas com ingredientes nacionais e numa escala menor com bebidas alcoólicas.

O Brasil como maior produtor e exportador domina 38% do mercado mundial. O consumo aumenta e a produção tem dificuldades para acompanhar o apetite do consumidor.

Os estoques vão continuar bem ajustados, por isso os preços também devem seguir firmes.

Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Itália são os maiores importadores do café brasileiro.

Exportadores reclamam das condições atuais dos principais portos, que provocaram um prejuízo de R$ 66 milhões para produtores e também exportadores.

Atrasos nos embarques e escassez de contêineres são as causas dos grandes prejuízos que acabam sendo divididos com o consumidor.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.