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Pilantra da inflação de alimentos tem nome e sobrenome: taxa de juros

Novo ano agrícola brasileiro começa em julho. Inúmeros outros alimentos são cultivados o ano inteiro e nada escapa dos juros altos, muito menos o consumidor

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Pilantra da inflação de alimentos tem nome e sobrenome: taxa de juros • Foto: Mapa

A inflação no campo reflete diretamente em todos lares brasileiros.

O pilantra que vai provocar inflação dos alimentos no ano que vem já tem nome e sobrenome: taxa selic 14.25%.

Não há nenhuma dúvida nos diversos setores do agronegócio que o Plano Safra 25/26, a ser lançado no final de junho, será o responsável por uma inflação moderada ou então uma alta de preços para quebrar as marcas de hoje.

Se o plano que está vigorando, não teve dinheiro para chegar ao seu final e muitos não conseguiram financiamentos com juros subsidiados pelo governo, evidencia-se que as dificuldades de crédito serão bem maiores.

Até ontem, com a taxa selic em 13.25%, o produtor que fosse ao banco buscar financiamento fora dos juros controlados pelo governo chegava a pagar na casa dos 18% ao ano, valores totalmente absurdos.

Com a taxa selic a 14.25%, os juros projetados para os financiamentos agrícolas passam de 20% ao ano.

Além disso, há uma dificuldade enorme para o pequeno/médio produtor que é contratar o seguro rural. Sendo subsidiado pelo governo, tudo bem! Senão o preço de custo da produção sobe e cai no bolso do consumidor quando ele for ao sacolão ou ao supermercado.

E o mercado vai se agitando com os novos juros. Já se fala em recuperação dos preços da carne bovina antes mesmo da previsão marcada para julho.

O café está com estoque mundial cada vez menor, subiu de novo em Nova Iorque por causa das poucas chuvas no sul de Minas e Zona da Mata.

Ouça a coluna de Valdir Barbosa:


https://soundcloud.com/itatiaia-760550769/coluna-agro-200325-valdir-barbosa

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.