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Chineses se enfrentam: afinal, quem lançou o primeiro híbrido plug-in flex?

BYD e GWM têm respostas diferentes: o Song Pro surgiu antes, na edição destinada à COP30, mas o Tank 300 foi o primeiro colocado à venda para o público

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Versões que chegaram agora ao mercado têm motor turbo flex, sem sistema híbrido • Divulgação

No embate dos híbridos plug-in flex, BYD e GWM reivindicam o pioneirismo. A Caoa Changan também apresentou o CS55 como novidade nessa categoria, mas terminou a corrida em terceiro lugar. Para descobrir quem chegou à frente, é preciso separar a apresentação de um carro do seu ingresso às lojas.

A BYD mostrou o Song Pro híbrido plug-in flex em outubro de 2025, durante a inauguração da fábrica de Camaçari, na Bahia. O modelo, já com o facelift, podia ser abastecido com gasolina ou etanol e ter a bateria recarregada na tomada. A edição, limitada a 30 unidades, foi destinada à COP30. Estava distante de ser um lançamento comercial para o público, mas a tecnologia estava lá.

A GWM chegou às concessionárias antes da BYD. No dia 25 de abril deste ano, colocou à venda o Tank 300 PHEV Flex por R$ 342 mil. O SUV combinou motor 2.0 turbo flex, propulsão elétrica e recarga na tomada. Por esse critério, o Tank 300 foi o primeiro híbrido plug-in flex oferecido ao consumidor brasileiro. A versão comercial do Song Pro flex só chegou às lojas em agosto.

Então, a BYD estava errada ao dizer que foi a primeira? Depende. Ela apresentou um Song Pro plug-in flex meses antes do lançamento do Tank. Mas só apresentou. Já a GWM foi a primeira a colocar à venda um veículo com a tecnologia que permite usar gasolina, etanol ou uma mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção.

A empresa ainda lançou o Haval H6 flex. Em junho, a GWM colocou à venda as versões plug-in da linha produzida no Brasil e passou a reivindicar esse marco industrial. Mas, aqui, ainda cabe mencionar o BYD Atto 2 DM-i Flex, apresentado no país em 9 de junho, mas só chegando às concessionárias este mês.

O híbrido plug-in flex da greentech, combinando motor 1.5 a gasolina ou etanol com propulsão elétrica. Deve enfrentar os modelos concorrentes a combustão com a vantagem para economia de gasolina ou etanol, sem contar a autonomia combinada dos motores.

E o Caoa Changan CS55?

As versões que chegaram agora ao mercado têm motor turbo flex, sem sistema híbrido. A configuração híbrida plug-in flex foi anunciada e está em pré-venda, com estreia prevista para o fim do ano. Portanto, o CS55 disponível hoje não pode defender o título de primeiro híbrido plug-in flex. Mas vale considerar que, dentro da Changan, ele é o primeiro modelo do mundo com essa tecnologia.

O que importa para o consumidor nessa disputa do pioneirismo? Nada. A análise apenas antecipa os bastidores do próximo ano, com os chineses disputando entre si o cliente brasileiro. Se antes o embate era Brasil × China, agora a concorrência será ainda maior entre os asiáticos.

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Jornalista, creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país. Atua no segmento desde 1995 e está presente nas principais coberturas de lançamentos e salões nacionais e internacionais.

 

 

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