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Carregador de 1.500 kW promete mudar a rota do abastecimento dos carros elétricos

Equipamento instalado na Denza de Brasília usa baterias para entregar alta potência de recargas

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Equipamento instalado na Denza de Brasília usa baterias para entregar alta potência de recargas • Divulgação

Parar para um café e voltar ao carro com energia para percorrer mais de 400 quilômetros em até nove minutos. Essa é a entrega da Denza com a estreia comercial do Flash Charging no Brasil, em Brasília. Com potência de até 1.500 kW, o equipamento servirá de modelo para mil unidades espalhadas pelo país.

O piloto Felipe Massa participou da primeira recarga, acompanhado dos executivos Tyler Li e Alexandre Baldy. Segundo a fabricante, em veículos compatíveis, a tecnologia permite elevar a carga da bateria de 10% para 70% em cinco minutos e chegar a 97% em nove minutos.

A CNN conferiu a demonstração do super carregador que custou R$ 1,8 milhão de reais e, por enquanto, oferece o serviço para os elétricos com arquitetura de alta tensão. No Brasil, o Denza Z9 GT será o primeiro modelo compatível de acordo com o grupo BYD.

Para entender os 1.500 kW equivalem à potência de cerca de 200 chuveiros elétricos de 7.500 watts ligados simultaneamente e para garantir o funcionamento do super carregador é necessário utilizar o ecossistema das
baterias da própria estação associadas às tomadas.

O carregador conta com um "power bank" integrado de armazenamento, que acumula eletricidade e a libera em alta potência durante a recarga. Essa reserva amplia as possibilidades de instalação em locais onde a rede não consegue fornecer a potência exigida pelo equipamento.

Brasília é o ponto de partida de uma expansão que vai colocar mil carregadores ultrarrápidos em operação no Brasil até o fim de 2027. Segundo a Denza, o país é o primeiro das Américas a receber a solução que na China já reúne cerca de 10 mil estações.

Em entrevista, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, disse que o carregador do DF é apenas o começo dessa nova fase onde os elétricos serão abastecidos no mesmo tempo do carro a combustão em um posto de combustível.

A próxima fase é entender a ampliação da arquitetura de alta tensão e baterias compatíveis com a estação na próxima geração de elétricos. E o processo não chegará nem tão cedo aos compactos de R$ 150 mil.

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Jornalista, creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país. Atua no segmento desde 1995 e está presente nas principais coberturas de lançamentos e salões nacionais e internacionais.

 

 

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