Janeiro não é mês perdido!
Os começos são determinantes para o que vem depois! Por isso, cuide bem do seu Janeiro

A virada de ano empresta os melhores sentimentos para a alma. Experimentamos nela uma lufada de ar, misto de gratidão e de esperança. Os primeiros dias de Janeiro, no entanto, dão-nos a impressão de que estamos num mês perdido, em que não se decide nada.
Claro, para alguns, Janeiro é um legítimo período de descanso. Há empresas em que até se dá férias coletivas. Os mineiros, sutilmente, a cada ano lembramos ao povo do Espírito Santo que, se não abrirem os olhos, ganharemos Guarapari por usocapião.
A menos que você seja esposa ou marido troféu (ou até sendo isso, porque se a gente não cuida, vem alguém e toma!), não negligencie processos, começos! Janeiro só é mês perdido para quem não tem consciência de que esses novos 365 dias são uma dádiva.
Oxalá 2025 seja um ano de muitas metas e planos. Que esses claros e exequíveis, nada além do que nos caiba. Afinal, "quem quer mais do que lhe convém acaba perdendo o que quer e o que tem" Pe. Antônio Vieira. Que são plano de quem é diligente, pois só os planos do diligente produzem a abundância. Quem se apareça demais costuma ficar sem nada (Pr 21,5).
Isso! Diligência. Eis uma palavra de sangue latino, que pode ser uma boa companhia de Janeiro a Janeiro. Ela indica zelo, atenção, cuidado. Em sua etimologia e a soma de suas palavras: dis(separação) e legere (escolher, recolher). Ela resume bem o que pode fazer um ano feliz: encontrar a dose certa entre a ternura e a paixão, a insistência e o recuo, a tensão criativa e o ócio produtivo...
Que Janeiro não seja um mês perdido! Queira e persiga, neste ano, algo de bom. E, "antes de tudo, quando quiseres algo de bom pede a Deus com oração muito insistente que seja plenamente realizado por Ele". (São Bento).
Pró-reitor de comunicação do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade. Ordenado sacerdote em 14 de agosto de 2021, exerceu ministério no Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu, em Belo Horizonte.



