Levaram o óbvio ao Supremo
Para conforto de quem não aguenta tanta impunidade, a maioria dos ministros decidiu que, condenado, no Juri, o cidadão pode até recorrer, mas, preso

Em Santa Catarina, um cidadão matou a mulher com quatro facadas, na frente da filha, e fugiu. A polícia o pegou, encontrou com ele arma irregular, fez inquérito, submeteu ao Ministério Público que concordou, ofereceu denúncia, o juiz sumariante tocou o processo, fez audiências, ouviu testemunhas; o Tribunal do Juri se reuniu, os jurados responderam aos quesitos sem pressão, o juiz estabeleceu a pena em 27 anos e 8 meses de reclusão, mas, o réu saiu pela porta da frente, com os familiares da vítima.
E a sensação de segurança, tão importante quanto a própria estrutura de proteção da sociedade, vai para o espaço.
Para conforto de quem não aguenta tanta impunidade, a maioria dos ministros decidiu que, condenado, no Juri, o cidadão pode até recorrer, mas, preso. É o óbvio.
Ainda bem que Marco Aurélio, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso Melo não estão mais no STF. Agora, é contar os dias para outro “garantista” - Gilmar Mendes - se aposentar.
E, se a corte decidiu que o Juri é soberano, é de se esperar que reveja a sua decisão de não mandar para a cadeia imediatamente quem comete crimes de corrupção e é condenado em segunda instância, por um colegiado.
Chega! Ninguém aguenta mais!
Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!



