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A política como ela é

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, sai do PSD e se filia ao Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas e Damares Alves

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Alexandre Kalil conseguiu, na Justiça, liminar para ser ouvido pela CPI do Abuso de Poder na Câmara de BH
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) • Karoline Barreto/CMBH

Sempre que uma eleição se aproxima, o repórter é tentado a convocar as pessoas para votarem com responsabilidade, conscientes de que tudo depende da política: a escola dos filhos, a saúde dos idosos, a segurança pública, tudo! Mas, como mobilizar se os eleitores imediatamente perguntam: “Votar em quem?”.

Aquele surrado argumento de que, se não há um grande nome, a saída é votar em alguém do bairro, da rua, o mais próximo (até porque depois pode ser cobrado, funciona para vereador... Para prefeito, não). E, lamentavelmente, os belo-horizontinos nunca estiveram tão perdidos como agora.

Por onde vou alguém quer saber quem vai ganhar, em quem vai votar, o que será da nossa capital. Fico sem palavras, pois, sinceramente, não vejo um candidato ideal, que combine conhecimento da cidade, estabilidade emocional e força para enfrentar os desafios, que começam na relação com a Câmara e vão à sujeira espantosa.

A mudança de Kalil não é deprimente só pela atitude de alguém que, segundo as pesquisas, pode pesar na eleição de outubro. O pior é que aumenta o desencanto da população, a desesperança de que vale a pena acreditar nos homens que querem nos governar.

Enquanto Kalil negocia, o sistema de monitoramento do trânsito da cidade já tem quase meio século, ou seja, está totalmente ultrapassado, resultando nesse caos diário que todos conhecem. Quando olhamos para o passado, descobrimos que as câmeras de segurança, compradas quando Pimentel era prefeito e alvo de denúncias de irregularidades pelo Ministério Público, nunca funcionam quando precisamos. Se olhamos para o futuro, nos restam orações para que os céus mudem a situação dramática de Belo Horizonte e do mundo.

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Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!