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'STF aproveitou que brasileiro está preocupado com eleição no EUA e homologou acordo', diz advogada

Antes da homologação, movimentos sociais e prefeitos fizeram petições pedindo revisão do acordo

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Tragédia de Mariana aconteceu em novembro de 2015 e é considerada o maior desastre ambiental da história do país • Rogério Alves/ TV Senado

A homologação do Acordo de Mariana, pelo rompimento da barragem de Fundão, revoltou representantes de atingidos que pediam a revisão do que havia sido pactuado.

O Supremo Tribunal Federal homologou a repactuação nesta quarta (6), mantendo o acordo na íntegra. Para Gabriela Queiroz, advogada que representa pescadores do extremo sul da Bahia, o texto foi homologado hoje de propósito. "O STF aproveitou que o brasileiro está preocupado com a eleição do EUAS e usou a caneta (homologou o acordo)", afirmou a advogada.

Embora revoltados com a decisão, muitos atingidos e representantes temiam que a homologação ocorresse na última terça (5), quando o rompimento - que matou 19 pessoas e poluiu todo o Rio Doce chegando ao mar na Bahia e no Espírito Santo - completou 9 anos.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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