Oposição cobra do MDS informações sobre ONGs envolvidas no escândalo das quentinhas
Além de SP, onde estourou a polêmica, deputados querem informações sobre o Programa Cozinha Solidária no Ceará e na Bahia, estados do nordeste governados pelo PT

Depois do pacote "Anti-Janja", a oposição protocolou, na sexta-feira (10), requerimento com pedido de informações ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) sobre escândalo das quentinhas. Os parlamentares querem dados sobre os contratos das entidades que prestam serviço para o Programa Cozinha Solidária em São Paulo, e também Bahia e Ceará, etados governados pelo PT. O requerimento é assinado por 14 deputados.
O pedido veio após denúncia de irregularidades na execução da política que distribui marmitas à população carente em São Paulo.O pedido de apuração foi realizado pelos deputados após denúncia veiculada pelo jornal ‘O Globo’. No entanto, o requerimento não se limita ao pedido de informações sobre São Paulo e expande para Bahia e Ceará, estados governados pelo PT
Investigação
Segundo o Jornal O Globo, o programa contratou a ONG Mover Helipa para coordenar a distribuição de marmitas em São Paulo, mas a organização, comandada por José Renato Varjão ligado ao deputado federal Nilto Tatto o deputado estadual Ênio Tatto, ambos do PT-SP, terceirizou a execução do serviço para diversas outras cozinhas solidárias na capital paulista, muitas delas vinculadas a atuais ou ex-assessores de parlamentares petistas.
A reportagem revelou que muitas das unidades responsáveis pela produção e distribuição dos alimentos não possuem a estrutura adequada para a execução das atividades. Em alguns casos, as organizações sequer entregaram as marmitas ou realizaram entregas muito aquém do previsto em contrato.
A Polícia Federal já abriu investigação para apurar a atuação das ONGs Cozinha Solidária Madre Teresa de Calcutá; Sueli; Cozinha Solidária Unidos Pela Fé; Cozinha Solidária Instituto Rosa dos Ventos e Cozinha Solidária Divino Espírito Santo.
Janja em Roma
No mesmo requerimento, a oposição pede informações sobre encontros reservados do Ministro Wellington Dias, na viagem à Roma, com outras autoridades dentro e fora do evento oficial e o motivo de interesse público que justifica a integração da primeira-dama Janja na comitiva;
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



