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O boné dos ministros de Lula: esquerda se inspira em estratégias da direita para garantir popularidade

Além da turbinada nas redes sociais, Sidônio Palmeira adotou para petistas boné ao estilo Trump

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Ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT) e senador Randolfe Rodrigues (PT) • Amanda Carvalho/Itatiaia

Ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram ao Congresso Nacional para eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, neste sábado (1), usando bonés azuis com a frase "O Brasil é dos brasileiros", uma clara inspiração nos bonés de apoiadores do presidente americano Donald Trump com a frase "Make America Great Again" (MAGA), que significa, em português, Faça a América Grande Novamente.

Recado e inspiração

Além de ser um recado a qualquer intenção de interferência de Trump na política brasileira, ao usa uma frase de efeito e boné, a getsão petista adota uma estratégia usada pela direita que, na avaliação da esquerda, funciona.

Receitas de popularidade da direita

A novidade é mais uma medida do publicitário Sidõnio Palmeira à frente da Secretaria de Comunicação do Governo. A primeira ação, desde que ele assumiu no dia sete de janeiro, foi adotar uma linha mais descolada nas redes sociais do governo e do próprio Lula. Ao invés de brigar com as receitas de popularidade da direita que funcionam, o Govero Lula resolveu adotá-las

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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