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Mulheres do PP, além de Tereza Cristina, ganham força como vice de Flávio Bolsonaro

Movimento sinaliza aliança com federação PP/União Brasil

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Senadora Tereza Cristina (PP-MS), é cotada para vice de Flávio Bolsonaro
Senadora Tereza Cristina (PP-MS), é cotada para vice de Flávio Bolsonaro • Pedro França/Agência Senado

Além da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP), todos os nomes ventilados para vice de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, nos últimos dias são mulheres e do Progressistas, partido federado com o União Brasil e cobiçado por vários candidatos por ser uma legenda robusta, com bastante recurso e tempo de TV.

Tereza Cristina e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foram os primeiros cotados. A ex-ministra porque traz a força do agro e porque é mulher, parcela do eleitorado considerada um desafio para a base de Bolsonaro e na qual o ex-presidente tinha considerável rejeição.

 

Já Romeu Zema foi citado por ter sido governador reeleito em um dos maiores colégios eleitorais do Brasil, tido como um preditor do resultado das eleições nacionais, o que gerou a máxima “quem vence em Minas, vence no Brasil”, comportamento que, até então, é tratado como regra na política brasileira.

Nos últimos dias, além de Tereza Cristina, que foi chamada de “sonho de consumo” por Flávio Bolsonaro, outros dois nomes foram ventilados por aliados como possíveis candidatas para ocupar a vaga de vice.

Uma delas é Clarissa Tércio (PP/PE), deputada federal mais votada do Nordeste. A parlamentar tem características que agregam à busca do PL: é mulher, religiosa (católica) e recordista de votos em uma região que é reduto eleitoral da esquerda.

O outro nome é o de Simone Marquetto (PP/SP), com quem Flávio se reuniu nesta semana. Elas estão no hall de nomes que o PL testa, ao afirmar que são cotadas, para avaliar qual delas teria maior capilaridade e melhor ganho eleitoral para a chapa.

Tereza Cristina, Clarissa Tércio e Simone Marquetto, além de serem mulheres, têm outra característica importante em comum: são do Progressistas. O levantamento desses nomes é um aceno à federação PP/União Brasil, que também já sinalizou desejo de indicar o vice de Flávio.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.