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Governo busca perfil técnico para comando da AGU

Quatro servidoras de carreira concentram força na disputa pela sucessão de Jorge Messias - indicado para uma vaga no STF

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Fachada da Advocacia-Geral da União, em Brasília
Fachada da Advocacia-Geral da União, em Brasília • Divulgação / AGU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já avalia os nomes que poderão assumir o comando da Advocacia-Geral da União (AGU), caso a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal seja confirmada pelo Senado no próximo dia 29.

Nos bastidores, a escolha deve recair sobre um perfil técnico, com sólida trajetória na advocacia pública e domínio do contencioso. A avaliação interna é de que a próxima liderança da AGU precisará reunir experiência prática na condução de temas sensíveis e capacidade de interlocução institucional em alto nível.

Quatro nomes de carreira despontam como principais. A procuradora-geral federal Adriana Venturini aparece como um dos quadros mais robustos, tendo atuado na transição governamental de 2022. Sua indicação para a Corte Permanente de Arbitragem, em Haia, é vista como sinal de reconhecimento e confiança institucional, por ter sido escolhida para um cargo de relevância com atuação internacional. No contencioso, reúne resultados expressivos, inclusive com destaque para o caso da revisão da vida toda no Supremo.

Também figura entre as cotadas Isadora Cartaxo, secretária-geral de contencioso da AGU, com atuação contínua em processos estruturantes e experiência direta na representação da União no Supremo Tribunal Federal. Ela conta com o apoio do ministro André Mendonça.

Completa a lista Anelize Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional, com trajetória consolidada na área fiscal e respaldo dentro da equipe econômica, embora interlocutores apontem oscilações recentes na força de sua candidatura.

Outro nome lembrado é o de Clarice Calixto, que também tem destaque interno, mas é mais associada à área de gestão. Interlocutores avaliam que ainda não possui experiência consolidada na atuação jurídica da AGU nem histórico de atuação no Supremo.

A leitura predominante no governo é de que a escolha exigirá equilíbrio entre confiança política e densidade técnica, com prioridade para perfis que conheçam profundamente a máquina pública e tenham histórico consistente na defesa judicial da União.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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