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Saiba quem são os candidatos à Presidência e seus vices

Chapas puras, poucas mulheres e polarização, o retrato da eleição presidencial no Brasil

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Os presidenciáveis: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Samara Martins (Unidade Popular) e Hertz Dias (PSTU)
Os presidenciáveis: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Samara Martins (Unidade Popular) e Hertz Dias (PSTU) • Arquivo

Dos oito candidatos à Presidência da República, apenas uma chapa não é pura: a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a dobradinha de 2022 que se repetiu não apenas por afinidade, mas por conveniência para os dois partidos, já que o PSB não teria candidatura própria e a aliança garante mais robustez e espaço no governo.

As outras sete candidaturas são compostas por duplas do mesmo partido.

As tentativas de Flávio Bolsonaro

O senador, que aparece em segundo lugar nas intenções de voto, depois de Lula, tentou aliança com o Novo, cotando Zema para vice; com o Republicanos, com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Dani Marques; e com o PP dos senadores Tereza Cristina e Ciro Nogueira. O Novo optou por candidatura própria, e Republicanos e PP optaram por ficar neutros na disputa nacional.

Para melhorar a performance com o eleitorado feminino, o calcanhar de Aquiles do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio queria uma vice mulher, de preferência que somasse na pauta econômica, no agro ou no eleitorado evangélico.

O senador acabou escalando o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi promotor de Justiça, secretário de Segurança Pública, presidiu o Grupo Nacional de Combate a Organizações Criminosas e foi relator da CPMI do INSS. O reforço de Flávio é um dos pilares mais fortes da campanha: a segurança pública.

As demais chapas

O candidato mais barulhento entre os partidos menores é Renan Santos (Missão), que tem como vice o jornalista e militar da reserva Aroldo Medina, do Rio Grande do Sul, também do Missão, legenda recém-criada pelo Movimento MBL.

PSTU, Unidade Popular e PCB também têm chapas puras. Edmilson Costa, do PCB, tem como vice Cleusa Santos, do mesmo partido. Samara Martins, da Unidade Popular, forma dupla com a correligionária Raquel Brício, única chapa só de mulheres na segunda eleição do partido, que lançou sua primeira candidatura em 2022 com Leonardo Péricles, da UP de Minas Gerais.

Hertz Dias (PSTU) tem como vice Vanessa Portugal, do PSTU de Minas, professora e sempre candidata ao Governo do Estado.

O psiquiatra e escritor Augusto Cury, do Avante, também terá um mineiro como vice, o ex-deputado federal Júlio Delgado, da mesma sigla.

A solução do Partido Novo

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), levou a candidatura adiante como previsto, apesar de ter sido cotado para vice de Flávio. O objetivo da sigla é fortalecer a bancada federal, sob pena de ficar abaixo da cláusula de barreira mais uma vez e ter restritos tempo de rádio e TV e uso de fundo eleitoral e partidário, que agora o partido flexibilizou.

Apesar de ter tentado coligação com o Avante, a investida não funcionou e o Novo partiu para a solução caseira, mexendo as peças no próprio tabuleiro. O senador Eduardo Girão (Novo), que era pré-candidato ao Governo do Ceará, desistiu da disputa estadual e será o vice de Zema. O mandato de Girão no Senado termina agora. Se ele e Zema perderem a eleição, significa que ele foi para o sacrifício.

Centro

Dos grandes partidos de centro, o PSD foi o único que se arriscou em candidatura à Presidência e também lançou mão de uma chapa pura. Aliás, foi o primeiro a adotar a estratégia. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado tem como vice o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.

Para os partidos de centro que optam por fazer bancada, ou seja, por eleger parlamentares, e não por ter candidatura à Presidência da República, o melhor caminho é sempre a neutralidade, porque, independentemente do candidato que ganhar, a legenda tem sempre a chance de colocar o pé em uma canoa diferente.

Apesar de ter lançado candidatura própria, o PSD não coligou, o que mantém o partido na faixa cinzenta que lhe permite escolher um lado no segundo turno ou depois que terminarem as eleições.

Já MDB, Republicanos e União Brasil optaram pela neutralidade nacional, sem candidato. Para esses partidos, a costura que já começa a ser feita agora é outra e determina, inclusive, as alianças regionais que eles costuram.

Republicanos e União Brasil, por exemplo, têm atualmente os presidentes da Câmara e do Senado e querem repetir a dose em 2027. Para isso, começam as articulações desde agora, desistindo ou apostando em um ou outro.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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