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Flávio usa relógio de Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional

Assim como o pai, senador também fez anotação em uma das mãos; a mensagem de Flávio era: 'motoboy'

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sabatina na Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sabatina na Globo • Reprodução Globo

Além da palavra “Motoboy” escrita em uma das mãos, outro detalhe chamou a atenção durante a entrevista de Flávio Bolsonaro (PL) ao Jornal Nacional: o relógio usado pelo presidenciável. Segundo a assessoria do senador, o Casio G-Shock pertenceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro e foi presenteado ao filho em dezembro, quando sua candidatura à Presidência da República foi anunciada. Desde então, de acordo com a equipe, Flávio passou a usar o acessório com frequência.

O modelo clássico, avaliado em aproximadamente R$ 500, também permite uma leitura política. Em meio à disputa presidencial, o uso de um relógio relativamente acessível cria um contraste simbólico com os acessórios de luxo associados a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que já provocaram debates nas redes sociais. Entre as marcas mencionadas nessas discussões estão Rolex e Patek Philippe, com peças cujos valores divulgados variam de R$ 60 mil a R$ 720 mil.

O acessório ainda estabelece uma conexão direta com Jair Bolsonaro, cuja imagem permanece central na estratégia eleitoral do filho. Curiosamente, o ex-presidente também era conhecido por usar um relógio simples, da marca Aqua. O modelo é vendido por preços que variam de R$ 300 a R$ 500. Na comunicação política, detalhes como esses podem funcionar como mensagens silenciosas ao eleitorado, associando a imagem do candidato à simplicidade e à proximidade com o cidadão comum.

Relógio utilizado por Flávio Bolsonaro (PL) em sabatina • Divulgação
Relógio utilizado por Flávio Bolsonaro (PL) em sabatina • Divulgação

A palavra escrita na mão

A palavra “Motoboy”, escrita na mão de Flávio Bolsonaro durante a entrevista ao Jornal Nacional, também chama a atenção pelo simbolismo eleitoral. O gesto reforça a tentativa do senador de se consolidar nessa parcela do eleitorado, especialmente entre os trabalhadores de plataformas digitais

A anotação também remete a um hábito de Jair Bolsonaro, que exibiu palavras escritas na mão durante sabatinas e debate presidencial. Ao repetir o recurso, Flávio estabelece mais um paralelo com o pai, tanto na forma de se comunicar quanto na busca por identificação com determinados segmentos do eleitorado que eram cativos do pai. O ex-presidente, por exemplo, estabeleceu como uma marca a realização de motociatas, o que o senador tem tentado manter.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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