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Com problemas de saúde de Lula e desgaste de Bolsonaro, seria a vez da 3° via em 2026?

Despolarização e avanço de partidos de centro podem trazer novidades para o próximo pleito

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Agencia Brasil

Com a dúvida sobre a saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a longo prazo e o desgaste e a inelegibilidade do ex,-presidente Jair Bolsonaro (PT), a disputa presidencial em 2026 pode não contar com a presença das duas principais figuras políticas do Brasil.

Despolarização

Se considerarmos o resultado das eleições municipais de 2024, tivemos uma redução da polarização. Com a liderança dos partidos de centro, um avanço considerável da direita e um aumento mais tímido da esquerda - é possível que os candidatos mais competitívos nas eleições presidenciais sejam de centro ou centro direita.

Lula doente?

Lula, que antes sofria o questionamento em relação a idade, já que tem 79 anos, agora lida com as dúvidas sobre a saúde. Estará o petista em condições de disputar as eleições em 2026? Ninguem sabe, mas fato é que a esquerda precisará se movimentar para apresentar novos nomes, visto que Lula é tido o único que tem condições de vencer a disputa.

Esquerda

No campo progressista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seria um sucessor natural do presidente Lula. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), também é uma possibilidade. O ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, foi indicado para o Supremo Tribunal Federal e saiu do páreo. O deputado federal, Guilherme Boulos (PSOL), era uma aposta para os próximos anos mas perdeu, força com desempenho na disputa pela a prefeira de São Paulo.

Direita

Na direita, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ficara entre a tentativa de reeleição e a presidência. Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, colocou o pé na inelegibilidade ao ser condenado por abuso de poder político. Ratinho Júnior (PSD) governador do Paraná é mais um nome na fila. Entre esses e outros nomes da direita, ainda tem o clã Bolsonaro, formado por esposa e filhos que, certamente, serão chamuscados pelos capítulos que estão por vir.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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