Após tornozeleira, Trump pode investir em sanções militares contra o Brasil
Aliados de Bolsonaro depositam todas as esperanças em ações do presidente americano

O presidente americano, Donald Trump, pode partir para sancões militares contra o Brasil, após a determinação do Supremo Tribunal Federal para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) use tornozeleira eletrônica. A avaliação é dos aliados do ex-presidente brasileiro que apostam todas as fichas em Trump.
Para o entorno de Bolsonaro, a resposta virá do exterior. Entre as medidas, poderia estar a restrição do uso do espaço aéreo americano para aeronaves brasileiras.
Além de aguardar medidas de Trump contra o governo do Brasil, eles esperam também uma reação contra o ministro Alexandre de Moraes, para o qual já existe um projeto de lei no parlamento americano que proiba a entrada nos Estados Unidos daqueles que firam a chamada 1° Emenda, que garante a Liberdade de Expressão.
Apesar dos pedidos de impeachment contra o presidente Lula e contra ministros do STF, a base de Bolsonaro sabe que não tem votos para aprová-los.
Diante das últimas sanções contra o ex-presidente, aliados políticos e a defesa de Bolsonaro também avaliam recorrer a organismos internacionais como a Corte Interamericana de Direitos Humanos alegando "perseguição política, censura e uso político da Polícia Federal".
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



