A saída do ministro Paulo Pimenta da Secom é definitiva ou temporária?
A dúvida paira no ar desde o petista foi escolhido como ministro da Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul

O retorno ou não do ministro Paulo Pimenta para a Secretaria de Comunicação do Governo Federal é uma dúvida que paira no ar desde que a saída dele foi anunciada para que ele assumisse a Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, no mês passado. O questionamento surgiu por um motivo básico, Pimenta já vinha sofrendo algumas críticas externas e internas à frente do cargo. Na Esplanada, há quem afirme que a ída dele para o Rio Grande do Sul tenha sido uma solução estratégica para preceder a troca definitiva. Embora, ele fosse um nome óbvio para gerenciar os impactos da crise climática, já que é deputado federal pelo estado, tem chance de fortalecer o próprio nome e o do Partido dos Trabalhadores e ainda se cacifar para disputar o governo do estado em 2026.
Até que a crise seja solucionada
Na última quinta (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que Pimenta ficará no Estado até que a crise seja solucionada, o que não tem data prevista para acontecer. Enquanto isso, a Secom está sendo interinamente chefiada por Laércio Portela, jornalista Pernambucano e adjunto de Pimenta.
Laércio cuidava do balanço das ações dos Ministérios e preparava as viagens do presidente Lula para os estados. Na ausência de Pimenta, ele acumala as tarefas do ministro. Como o ministério do sul ainda não tem estrutura completa, a equipe de Pimenta na Secom acaba aglutinando tarefas também.
Edinho
Com o passar do tempo, a possibilidade de uma troca definitiva vai ficando cada vez mais real, embora Pimenta se esforce para permanecer no cargo. Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff é o nome mais forte. Homem de confiança de Lula, tem bom relacionamento com primeira-dama, Janja, e tem experiência no cargo.
Edinho, no entanto, também é cotado para assumir a presidência do Partido dos Trabalhadores, cargo que também é pleiteado pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães.
Para assumir a Secom, Edinho, que está no segundo mandato e tenta fazer um sucessor, teria que deixar a prefeitura.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



