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Economia da Zona da Mata reage e busca normalidade após tragédia

Cidades da região retomam produção com crédito emergencial, mas imprevisibilidade do El Niño exige alerta para prevenção

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FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil/Agência Senado

Sete meses após a tragédia que atingiu Ubá, Juiz de Fora e outros municípios da Zona da Mata, a economia local mostra reação e aproximação da normalidade. A retomada das atividades produtivas contou com o apoio de incentivos e linhas de crédito que somaram R$ 2,5 bilhões, incluindo recursos emergenciais para micro e pequenas empresas de Ubá e R$ 14 milhões para infraestrutura no distrito industrial de Juiz de Fora. Apesar da recuperação dos setores, representantes da indústria alertam que a recuperação total das perdas econômicas ainda exige superação de gargalos logísticos e ações preventivas contra a ameaça de um Super El Niño nos próximos meses.

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Setor de cerâmicas deve crescer até 10% impulsionada por programa social

O setor de cerâmicas para construção e olaria em Minas Gerais prevê crescimento de 5% a 10% em 2026 comparado ao ano anterior, impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Apesar da recuperação gradual no período de seca, a indústria ainda opera com capacidade ociosa e sofre com os impactos dos juros elevados e do endividamento das famílias sobre a construção civil. 

Veja as projeções do setor para 2027

 

Brumadinho rebate mineradoras no STF e defende auxílio a atingidos

A Prefeitura de Brumadinho contestou no Supremo Tribunal Federal a tentativa do Instituto Brasileiro de Mineração de suspender o auxílio emergencial pago aos atingidos pelo rompimento da barragem de 2019. O município argumenta que a reparação segue inacabada, citando estudo da Universidade Federal de Minas Gerais homologado em 5 de agosto de 2026 que aponta impactos de médio e longo prazo. Brumadinho defende que indicadores econômicos gerais não refletem a realidade dos atingidos e ressalta que 190 projetos de reparação continuam em execução.

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