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Qual foi o efeito da propaganda eleitoral sobre a sucessão mineira?

Entre agosto e setembro, indecisos caíram apenas 3 pontos percentuais, segundo as pesquisas Datafolha e Quaest, divulgadas nesta quinta, 24, e na quarta, 23 de setembro

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São 571.024 urnas eletrônicas preparadas para o pleito

As campanhas ao governo de Minas estão lidando este ano com um eleitorado, no geral, menos engajado e mais desinteressado na sucessão estadual em relação à disputa à Presidência da República. Diferentemente de outras eleições, as primeiras semanas da propaganda política não influenciaram de forma significativa o desempenho das candidaturas.

Ao longo de pouco mais de um mês, entre agosto e setembro, indecisos caíram apenas 3 pontos percentuais, segundo as pesquisas Datafolha e Quaest, divulgadas nesta quinta, 24, e na quarta, 23 de setembro. Indecisos eram 13% no Datafolha e 19% na Quaest; são agora 10% e 16%.

O senador Cleitinho (Republicanos), que já tinha visibilidade nas mídias digitais, segue liderando e em linha de crescimento: no mesmo período, Cleitinho subiu 8 pontos percentuais e está entre 0,5% e 3 pontos percentuais de vencer o pleito no primeiro turno. Com o apoio de Lula, o deputado federal Patrus Ananias (PT) também apresenta linha de crescimento, apontam os dois institutos. Patrus subiu entre 3 e 5 pontos percentuais no período e se descolou das demais candidaturas.

No Datafolha, Cleitinho registra 40% das intenções de voto; Patrus tem 15%. Entre agosto e setembro, o empresário Flávio Roscoe (PL), nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) em Minas, oscilou positivamente um ponto percentual e agora tem 5% das intenções de voto.

Todas as demais candidaturas estão estagnadas ou oscilaram negativamente. Segundo o Datafolha, Alexandre Kalil (PDT) tem 9%; Mateus Simões (PSD) tem 5% e Gabriel Azevedo (MDB), 3%. Os demais candidatos pontuam menos de 2%. A campanha de Mateus Simões, que até aqui contou com a sua maior participação no tempo de antena – Mateus Simões tem mais de um terço do horário eleitoral –, ainda não conseguiu impulsioná-lo.

A aposta no apoio do ex-governador Romeu Zema (Novo) para crescer no estado tampouco se concretizou: o desempenho dele na sucessão presidencial minguou para 1% de intenção de voto e, em Minas, as estimativas lhe dão, hoje, cerca de 2% das intenções de voto na corrida presidencial.

Senado

Para o Senado, Datafolha e Quaest também apontam as mesmas tendências: a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), lidera numericamente a corrida, com 13% das intenções de voto. Marília está a uma diferença de dois a três pontos percentuais em relação ao deputado federal Aécio Neves (PSDB) e ao senador Carlos Viana (PSD) – ambos têm 10% e 11% na Quaest e Datafolha – e a Domingos Sávio (PL), que registra 10% e 9% na Quaest e Datafolha. No limite, os quatro estão em situação de empate técnico.

Na quinta posição, os dois institutos apresentam Marcelo Aro (PP), com 6% na média do primeiro e segundo voto. Na sequência, Áurea Carolina (Psol) tem 3% de acordo com a Quaest e 5%, segundo o Datafolha. As outras nove candidaturas têm, individualmente, segundo o Datafolha, menos de 2% das preferências ou não pontuam: Ana Luiza do MLB (UP), Marco Antônio Superman (Novo) e Manoel Carvalho (MDB) têm 2% das intenções de voto. Arcanjo Pimenta (MDB), Carlin Moura (Avante), Victória Mello Vic (PSTU), Tião Pessoa (PCO) e Fidélis Alcântara (UP) têm 1% cada. Indecisos somam 21% no Datafolha e 29% na Quaest.

 

 

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